Rali de Portugal: Jon Armstrong abandona após acidente, mas deixa sinais positivos
Jon Armstrong e Shane Byrne abandonaram no sábado o Rali de Portugal, sexta ronda do Campeonato do Mundo de Ralis, após um acidente na primeira especial da tarde de sábado, mas saíram da prova com indicações encorajadoras para o restante ciclo de ralis em terra. A dupla da M-Sport Ford vinha a recuperar de problemas mecânicos e mostrara andamento competitivo, incluindo o terceiro melhor tempo na primeira passagem por Paredes.
O abandono aconteceu apenas 600 metros depois do arranque da classificativa que abriu o derradeiro loop de sábado. Numa curva à esquerda, Armstrong tocou na extremidade de uma parede rochosa, fazendo o carro entrar em pião e cair encosta abaixo de traseira até às árvores. Piloto e navegador saíram ilesos, mas os danos sofridos pelo Ford Puma Rally1 impediram a continuidade em prova.
Problemas de direção condicionaram sexta-feira
A participação de Armstrong começou com uma abordagem cautelosa nas especiais de quinta-feira, no seu primeiro rali europeu de terra da temporada. Na manhã de sexta-feira, a dupla já revelava maior confiança, gerindo bem a aderência e identificando áreas de progressão, até surgir um problema na direção assistida no final da ronda matinal.
Apesar das tentativas da equipa para resolver a avaria na assistência remota de Arganil, o tempo disponível e as restrições no uso de peças de substituição não permitiram uma correção completa. Armstrong e Byrne completaram ainda assim a etapa da tarde, mas a perda de direção assistida penalizou fortemente o ritmo e deixou a equipa no 16º lugar da geral no final do dia.
Sábado prometia recuperação
Com o carro novamente apto e o piloto fisicamente recuperado, Armstrong entrou em sábado determinado em recuperar posições e aproximar-se do ritmo dos colegas Josh McErlean e Mārtiņš Sesks. O sinal mais forte surgiu na primeira passagem por Paredes, onde assinou o terceiro melhor registo, apenas atrás de Oliver Solberg e Elfyn Evans. Esse resultado chegou a colocá-lo, por momentos, na discussão pelo triunfo na especial e reforçou a perceção de competitividade em troços de terra mais duros e exigentes. A sequência, no entanto, foi interrompida logo após a assistência do meio-dia.
Armstrong lamenta desfecho, mas aponta à recuperação
“É dececionante abandonar quando estávamos a recuperar para os lugares pontuáveis depois dos problemas mecânicos de sexta-feira”, afirmou Armstrong. O piloto sublinhou que “as margens são mínimas a este nível” e admitiu que, desta vez, o desfecho não jogou a seu favor.
Ainda assim, a estrutura retira aprendizagens e confiança para a próxima série de provas em terra, que terá continuidade no Rali Acrópole, na Grécia, em junho. Armstrong destacou precisamente essa perspetiva, lembrando que Portugal “é um grande rali”, mesmo que não lhe tenha trazido sorte, e mostrou-se já focado em regressar “mais forte” nas próximas rondas.
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