“Sines está na Liga dos Campeões do investimento”, destaca diretor da ZILS
Nem Liga Europa nem Liga Conferência. O desafio de Sines está muito acima e aponta claramente à Liga dos Campeões do investimento com perto de 25,4 mil milhões de investimentos em implementação nos próximos anos. A convicção foi deixada por Miguel Borralho, diretor da Zona Industrial e Logística de Sines, na conferência “Impulso Local”, que teve lugar em Sines esta segunda-feira e foi organizada pelo JE.
“Sines está claramente na Liga dos Campeões”, começou por referir Miguel Borralho. “Estes novos projetos de índole digital não são fáceis de instalar mas em Sines temos um enquadramento que permite atrair estes grandes investimentos de forma eficiente. Tem funcionado e temos atraído investimentos” sendo que “o Porto de Sines é crítico para receber este tipo de atividades”.
Todo este trabalho, explicou Miguel Borralho, está a ser desenvolvido pela AICEP Global Parques, sendo que “a nossa missão é preparar o terreno para que as empresas possam desenvolver a sua atividade em Portugal: gerimos Sines, Setúbal e Sintra”, explicou.
“A digitalização também conta quando procuramos locais para nos desenvolvermos e nesse sentido desenvolvemos com os nossos parceiros uma ferramenta para que os investidores consigam encontrar o sítio certo para o seu projeto”, realçou.
Destacou este responsável que “em Sines, vamos fazer 55 anos. Estou cá há 28 anos e tenho que dizer que o desenvolvimento tem sido feito aos poucos, com um grande boom inicial nos anos 70. Tudo para que todas as infraestruturas possam ser desenvolvidas”.
Com os novos projetos desenvolvidos desde o início desta década, houve necessidade de juntar mais territórios, pelo que a ZILS agregou mais hectares fora da zona industrial nos últimos anos.
E especificou: “Na transição digital e energética, optámos pelo vale do hidrogénio e fomentámos uma série de investimentos. na amarração de cabos temos uma localização estratégica”. Tudo está assente em três marcas e três eixos estratégicos: energia e indústria, digital, logística.
“Desenvolvemos três marcas para receber projetos alinhados com a transformação do tecido industrial, a transição energética e a crescente digitalização da economia”.
Ao nível da marca “Sines Tech”, sublinhou Miguel Borralho que “Portugal não estava no mapa digital e passou a estar com a disseminação dos cabos submarinos, com a necessidade de ter as bases de dados na Europa”. Em Sines, realçou, “temos uma capacidade invejável de fibra ótima em Sines e estamos a diversificar a conectividade. Isto é crítico para a instalação de projetos digitais. Com isto, as empresas aqui localizadas também ganham com essa presença de empresas de âmbito digital”.
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