“Tecnológicas mundiais estão interessadas em investir em Portugal”, diz Gonçalo Matias
Portugal está no radar mundial das empresas de tecnologia e onde Sines serve de exemplo para aquilo que pode ser o futuro no resto do país. “Tenho tido reuniões com as principais tecnológicas mundiais e todas assumem estar interessadas em investir em Portugal”, afirmou Gonçalo Matias, ministro Adjunto e da Reforma do Estado na conferência “Impulso Local”, integrada no ciclo “Capital Económico do Sul”, organizada pelo Jornal Económico e que decorre esta segunda-feira no auditório do Centro de Artes de Sines, uma iniciativa que pretende colocar o município no centro do debate sobre o futuro económico de Portugal.
O ministro assumiu o objetivo de tornar o setor tecnolóigico como uma indústria de futuro e não “apenas de empresas que estejam no país um ou dois anos”, mas também não quer que Portugal se venha a transformar num parque de data centers.
Contudo, diz que o país deve olhar para os investimentos que estão a ser feitos em Sines como um exemplo. “Hoje Sines é um polo tecnológico de ponta. Hoje já é produzida Inteligência Artificial em Sines, não é ficção científica”, sublinhou.
Sobre o projeto da gigafábrica mostra-se confiante de que Portugal e Espanha vão sair vencedores do concurso, no âmbito da iniciativa coordenada pela EuroHPC Joint Undertaking. “Não vejo na Europa outro projeto com tanta atenção pública e empenho de ambos os governos”, salientou.
Gonçalo Matias referiu que Espanha poderá ter mais projetos, mas que Portugal não pondera mais candidaturas. “Percebemos que era mais provável ganhar esta candidatura se juntássemos o projeto com Espanha, porque desde logo ganhávamos escala”, sublinhou, dando conta de que espera uma decisão até ao verão por parte da União Europeia e que tudo possa estar a funcionar até 2027.
O ministro destacou três vantagens competitivas de Sines: o talento, dando conta de que a população jovem em Portugal tem em média mais qualificações que a média europeia. O preço da energia pelo facto de Portugal ter dos preços mais baratos da Europa, porque tem um mix energético de energias renováveis.
“A energia barata e sustentável é atrativa para as empresas e para o investimento”, referiu. E finalmente a atração de investimento pela proximidade ao mar, dando o exemplo da amarração dos cabos submarinos em Sines.
A futura IA Gigafactory deverá contar com uma capacidade instalada próxima dos 150 megawatts de computação, suportada por mais de 100 mil GPUs de última geração, permitindo disponibilizar serviços avançados de IA a empresas, universidades, centrosg de investigação e entidades públicas. Pela sua dimensão, será um dos poucos projetos desta escala atualmente previstos no espaço europeu.
As primeiras unidades de computação poderão estar operacionais no final de 2027, estando prevista a entrada em funcionamento total até meados de 2028. Quando estiver operacional, a gigafábrica deverá ser considerada um ativo estruturante da economia portuguesa, com impacto transversal em vários setores e na criação de emprego qualificado.
O projeto assenta em várias vantagens estruturais da economia portuguesa, nomeadamente o acesso privilegiado a cabos submarinos internacionais, a disponibilidade de energia renovável a preços competitivos, condições naturais favoráveis ao arrefecimento de infraestruturas intensivas em energia e um ecossistema científico e tecnológico em crescimento
Share this content:



Publicar comentário