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Insultos à proposta do Irão deixam cessar-fogo em “estado crítico”

Insultos à proposta do Irão deixam cessar-fogo em “estado crítico”

A semana começou sem grandes percalços depois do Irão ter dado a conhecer a sua reposta ao acordo de paz proposto pelos Estados Unidos. No domingo, 10, o Irão comunicou ao Paquistão a sua decisão, mas sem dar grandes pormenores à imprensa.
No que foi apurado, o Irão referiu que estava focado “na questão do fim da guerra na região” e na “segurança do tráfego marítimo no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz”.
Mais tarde foi conhecido que o texto que o Irão propôs referia a necessidade de colocar fim ao conflito e pede a suspensão das sanções dos Estados Unidos e o fim ao bloqueio naval imposto pelos mesmos no Estreito de Ormuz.
O presidente norte-americano, Donald Trump, não ‘achou muita piada’, tendo comentado nas suas redes sociais que “não gosto. Totalmente inaceitável”. Já em declarações na sala Oval, na segunda-feira, referiu que a proposta iraniana era “estúpida”.  O presidente admitiu ainda que o “cessar-fogo está em estado crítico”.
Esta troca de palavras e insultos voltou a mexer com os preços do petróleo, que chegaram mesmo a subir 3% durante a sessão de segunda-feira. “O resultado é imprevisível. Poderá focar-se em questões-chave, como impostos alfandegários, terras raras ou tecnologia. Por sua vez, a China é a grande beneficiada na abertura do Estreito de Ormuz, ao ser uma das maiores importadoras mundiais de petróleo, e os EUA aproveitarão esta debilidade. Embora continue a incerteza sobre o desenvolvimento, as conversações provavelmente terão um tom construtivo”, afirma Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe.
Na mesma sessão foi conhecido que devido a este conflito o volume de petróleo que deixou de ser fornecido chegou aos 14 milhões de barris por dia.
“A quantidade de petróleo que estamos a perder atualmente nesta crise energética é superior à de todas as crises energéticas que ocorreram ao longo da história”, afirmou o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.
Este agravar da situação acontece numa semana em que os presidentes chinês e norte-americano se reúnem. “O resultado é imprevisível. Poderá focar-se em questões-chave, como impostos alfandegários, terras raras ou tecnologia. Por sua vez, a China é a grande beneficiada na abertura do Estreito de Ormuz, ao ser uma das maiores importadoras mundiais de petróleo, e os EUA aproveitarão esta debilidade. Embora continue a incerteza sobre o desenvolvimento, as conversações provavelmente terão um tom construtivo”, referem os analistas do Bankinter.

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