CCB constitui comissão de aquisições para reforço da coleção de arte do museu
O Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB) passa a ter uma comissão de aquisições de obras de arte, para reforço da sua coleção, garantido o financiamento anual de 500 mil euros pela parte do Estado.
Além da diretora artística do MAC/CCB, Núria Enguita, que preside a comissão, esta é constituída pela curadora do Museu de Arte de São Paulo Amanda Carneiro, também curadora da Bienal de São Paulo de 2027, pelo diretor da Collection Lambert, de Avignon, França, François Quintin, pela curadora e produtora independente Antónia Gaeta e pela curadora do MAC/CCB Marta Mestre, segundo o comunicado hoje divulgado pelo CCB.
A constituição da comissão foi anunciada hoje, com a assinatura do protocolo que estabelece uma linha de financiamento anual de 500 mil euros destinada à aquisição de obras de arte para a coleção do MAC/CCB, aprovada pelo Governo.
O protocolo foi assinado entre a Fundação CCB e o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, através do Fundo de Fomento Cultural.
Esta linha de financiamento tinha já sido anunciada em fevereiro pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, numa audição parlamentar.
Na altura, a ministra revelou à comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto que o Estado iria atribuir 500 mil euros ao CCB, para reforçar a sua capacidade de aquisições de obras para a coleção e consolidar a sua missão institucional, lembrando, logo na intervenção de abertura, que “esta é uma prerrogativa que já existe – e bem – para a Fundação de Serralves”.
“Vou corrigir uma injustiça. Há muitos anos que Serralves tem acesso a meio milhão de euros para fazer aquisições para a sua coleção, e o CCB, ninguém me conseguiu explicar porquê, não está em igualdade de circunstâncias. Esta é uma situação que, entretanto, vamos corrigir e vamos atribuir meio milhão de euros para que o CCB tenha mais meios”, disse então a ministra.
Hoje, perto de três meses mais tarde, Margarida Balseiro Lopes, citada pelo comunicado do CCB, afirmou que, com esta nova linha de financiamento anual, “o Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém reforça a sua capacidade de valorização e renovação do acervo, assegurando condições para integrar novas obras, novos artistas e novas leituras”.
“Trata-se de um instrumento que vai permitir a atualização contínua da coleção – consolidando o percurso desta instituição e reforçando o seu papel no contexto artístico nacional e internacional”, reforçou Margarida Balseiro Lopes.
A diretora artística do MAC/CCB, Núria Enguita, também citada no comunicado, alertou que “só a constituição de um núcleo público próprio, sólido e estável, em articulação com as coleções em depósito, permite ao MAC/CCB integrar-se de forma consistente nas redes museológicas internacionais”.
O presidente do Conselho de Administração do CCB, Nuno Vassallo e Silva, por seu lado, disse que a criação desta nova linha de financiamento reconhece que “o MAC/CCB é hoje uma instituição central no ecossistema artístico português e europeu, com uma identidade singular e um posicionamento verdadeiramente ímpar no universo da arte contemporânea”.
Para Nuno Vassallo e Silva, citado no comunicado do CCB, a atribuição da linha de financiamento traduz “a confiança nas instituições culturais públicas e na sua capacidade de servir o país através da criação de conhecimento, da preservação patrimonial, da educação e da liberdade artística”.
Share this content:



Publicar comentário