Estados Unidos e China devem ser “parceiros, não rivais”, diz Xi Jinping
O presidente chinês, Xi Jinping, declarou hoje estar feliz por receber o homólogo norte‑americano, Donald Trump, e afirmou que os dois países devem ser “parceiros, não rivais”, apesar das múltiplas divergências.
“A cooperação beneficia ambas as partes, enquanto a confrontação prejudica as duas. Devemos ser parceiros, não rivais, devemos ajudar‑nos mutuamente para alcançar o sucesso e prosperar em conjunto,” disse Xi a Trump.
O líder chinês acrescentou que o mundo se encontra “numa encruzilhada”, realçando ser necessário “uma nova via” de “boa convivência entre grandes potências nesta nova era”.
Por seu lado, Trump prometeu a Xi um “futuro fabuloso” entre os Estados Unidos e a China, no início de uma cimeira entre as duas potências marcada por múltiplos desacordos e tensões globais.
“É uma honra estar ao seu lado. É uma honra ser seu amigo, e as relações entre a China e os Estados Unidos vão ser melhores do que nunca”, afirmou Trump.
Donald Trump chegou na quarta-feira a Pequim para iniciar dois dias de conversações com o líder chinês Xi Jinping.
O líder norte-americano foi recebido esta manhã pelo Presidente chinês no Grande Salão do Povo, edifício na Praça Tiananmen que acolhe a Assembleia Nacional Popular, o parlamento do país.
Durante a visita, Trump vai deslocar‑se também ao Templo do Céu, complexo religioso do século XV, e participa num banquete de Estado.
A Casa Branca insiste que a viagem visa alcançar resultados concretos, nomeadamente compromissos chineses de compra de soja, carne bovina e aviões norte‑americanos, além da criação de um Conselho de Comércio para resolver diferendos.
Contudo, não foram avançados detalhes sobre possíveis acordos, numa altura em que os laços económicos de Pequim com o Irão complicam as negociações.
A ofensiva lançada pelos EUA e Israel levou o Irão a bloquear o estreito de Ormuz, com petroleiros e navios de gás natural retidos, provocando a subida dos preços da energia e ameaçando o crescimento global.
Entre os temas em discussão contam‑se o Irão, comércio bilateral, Taiwan e até um eventual acordo tripartido de armas nucleares entre Washington, Pequim e Moscovo.
Os EUA e a China alcançaram no ano passado uma trégua comercial que suspendeu tarifas elevadas.
A Casa Branca já afirmou existir interesse mútuo em prolongar o acordo, embora não esteja claro se será anunciado durante esta visita.
A questão de Taiwan pesa também na agenda dado o desagrado de Pequim com o pacote de armas norte‑americano de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) aprovado para a ilha.
Na delegação que acompanha Trump estão o chefe da diplomacia norte-americana, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário do Tesouro Scott Bessent e o secretário da Defesa Pete Hegseth, além dos filhos do Presidente, Eric e Lara Trump, o dono da SpaceX e da rede social X, Elon Musk.
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