Motores F1: Como os construtores de motores podem ‘evoluir’: Porquê, quando, o quê e como…
FIA cria mecanismo de atualização para motores de F1 em 2026 e abre margem de desenvolvimento a fabricantes em desvantagem
Já é publico há algum tempo, a FIA vai introduzir, a partir de 2026, um novo mecanismo para permitir que fabricantes de unidades de potência da Fórmula 1 em desvantagem competitiva possam desenvolver motores já homologados durante a temporada e no ano seguinte. O sistema, designado ADUO — sigla de Additional Development and Upgrade Opportunities — pretende aproximar o nível de desempenho entre fabricantes sem alterar diretamente os parâmetros desportivos dos carros.
De acordo com os Regulamentos Técnicos de 2026, um fabricante terá acesso a este regime se o seu motor de combustão interna ficar pelo menos 2% abaixo da melhor referência medida pela FIA. A avaliação será feita com base num índice de desempenho específico, calculado a partir de fatores como binário no veio de entrada, rotação do motor, potência do MGU-K e o impacto do desempenho na volta.
Mecanismo dá margem técnica e financeira
O novo regime não funciona como um sistema de compensação artificial de performance, sublinhou o diretor de monolugares da FIA, Nikolas Tombazis. “É importante deixar claro que o ADUO não é uma espécie de mecanismo de equilíbrio de desempenho”, afirmou. “Não significa que uma equipa ou fabricante passe subitamente a ter maior débito de combustível ou mais ou menos lastro.”
Segundo Tombazis, trata-se antes de “um mecanismo de alívio no Cost Cap”, que dá a um fabricante elegível “margem para desenvolver a sua unidade de potência dentro do quadro definido pelos regulamentos técnicos”.
Limites por desempenho
Os fabricantes cujo índice fique entre 2% e 4% abaixo do melhor motor terão direito a uma atualização adicional na época em curso e outra na temporada seguinte. Se o défice for igual ou superior a 4%, esse número sobe para duas atualizações em cada uma das duas épocas.
Além disso, o regulamento financeiro prevê ajudas escalonadas fora do teto orçamental: até 3 milhões de dólares para défices entre 2% e 4%, 4,65 milhões entre 4% e 6%, 6,35 milhões entre 6% e 8%, 8 milhões entre 8% e
10%, e até 11 milhões para diferenças iguais ou superiores a 10%. Em 2026, os fabricantes nessa última situação poderão ainda antecipar até 8 milhões de dólares de períodos futuros para acelerar o desenvolvimento.
Calendário ajustado após alterações no arranque da época
A FIA dividiu originalmente a análise da temporada de 2026 em três períodos: corridas 1-6, 7-12 e 13-18. Contudo, acontecimentos recentes no Médio Oriente obrigaram a rever o primeiro bloco. Esse período passa agora a incluir apenas as cinco primeiras corridas: Austrália, China, Japão, Miami e Canadá. Os resultados serão comunicados até duas semanas após o Grande Prémio do Canadá.
O segundo período abrangerá as corridas de Mónaco à Hungria, e o terceiro decorrerá entre os Países Baixos e a Cidade do México. Os fabricantes considerados elegíveis poderão introduzir evoluções logo na prova seguinte à notificação da FIA.
Regras impedem acumulação imediata
As atualizações atribuídas pelo ADUO não se acumulam dentro da mesma época e só são concedidas na primeira vez em que o fabricante cumpre os critérios. Já as evoluções atribuídas para a temporada seguinte podem somar-se às novas que venham a ser obtidas nesse ano. Por outro lado, qualquer atualização não utilizada até ao fim da época para a qual foi atribuída perde validade.
Embora o critério de acesso ao mecanismo assente apenas no desempenho do motor de combustão interna, as alterações autorizadas podem abranger vários componentes da unidade de potência, incluindo turbo, escape, MGU-K, sistema ERS, eletrónica de controlo, sensores, refrigeração, fluidos e algumas funções hidráulicas.
FOTO MPSA Agency
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