Peso dos pagamentos mobile através de cartão físico numa app cresceu para 44% em Portugal, segundo Nickel
Os pagamentos digitais continuam a reforçar a sua presença em Portugal, com os cartões bancários e as soluções mobile a dominarem os hábitos de consumo dos portugueses. A conclusão é do mais recente estudo anual da Nickel, instituição financeira de pagamento do grupo BNP Paribas, realizado em parceria com a DATA E.
Segundo os dados divulgados, o cartão de débito ou crédito mantém-se como o meio de pagamento mais utilizado no país, escolhido por 70% dos inquiridos. Ainda assim, este valor representa uma quebra de três pontos percentuais face à edição anterior do estudo, refletindo uma mudança gradual para soluções digitais integradas em aplicações móveis.
Os pagamentos mobile através de cartão físico numa app registaram um crescimento significativo, alcançando 44% das preferências dos consumidores portugueses — um aumento de sete pontos percentuais relativamente aos dados recolhidos em 2025. Já os pagamentos mobile com cartão virtual em aplicações foram referidos por 24% dos participantes, enquanto o numerário continua a ter expressão relevante, sendo utilizado por 21% dos inquiridos.
A análise por faixas etárias demonstra uma relativa uniformidade nos hábitos de pagamento. Os utilizadores de cartão de débito ou crédito apresentam uma média de idade de 43 anos, enquanto os adeptos dos pagamentos mobile têm, em média, 40 anos.
No comércio eletrónico, o cartão de débito associado à conta principal permanece como o método preferido para compras online, utilizado por 47% dos portugueses. Paralelamente, 39% recorrem a serviços de pagamento digital, e cerca de 27% optam por cartões virtuais, quer para utilização única quer recorrente.
Para João Guerra, CEO da Nickel Portugal, os resultados confirmam uma evolução gradual no comportamento dos consumidores portugueses. “Este estudo confirma uma ligeira mudança nos hábitos de pagamento em Portugal, com uma tendência de migração para soluções digitais e mobile, mas não em exclusivo, mantendo-se a utilização do numerário ainda com um peso relevante”, afirma. O responsável destaca ainda que “os consumidores valorizam cada vez mais a rapidez e a segurança, tanto nas compras do dia a dia como online, o que está a impulsionar a adoção de novas formas de pagamento”.
O estudo foi realizado entre os dias 16 e 19 de março de 2026, com base numa amostra de 1030 indivíduos residentes em Portugal Continental e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos, distribuídos geograficamente segundo a classificação NUTS II.
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