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‘Taka’ Katsuta adora o Rali de Portugal: “o ambiente, muitos fãs, apaixonados, tudo isso torna este rali muito especial”

‘Taka’ Katsuta adora o Rali de Portugal: “o ambiente, muitos fãs, apaixonados, tudo isso torna este rali muito especial”

Takamoto Katsuta é daqueles pilotos que se liga aos adeptos muito para lá do que faz nos troços. Parecendo que não, já vai no oitavo ano no pináculo do WRC com a Toyota, depois de ter andado com o Programa de Jovens Pilotos da marca japonesa. Lembram-se quando passou em 2018 pelo Rali de Mortágua, onde foi terceiro atrás do seu compatriota Hiroki Arai, que se ficou pelos ralis do seu País e Armindo Araújo. Volvidos estes anos todos, percorreu o seu caminho, teve muitos baixos, e alguns altos, mas foi-se mantendo, porque a cada ano que passava prometia sempre mais qualquer coisa. E o tempo deu-lhe razão. Este ano, chegou à sua grande primeira vitória, no Safari, e a segunda caiu-lhe do céu logo a seguir, na Croácia.
Em Portugal, não esteve bem, mas já está no momento em que não fazer um grande rali, lhe vale um quinto lugar. Quantos gostariam de poder dizer que tinham um quinto lugar no Rali de Portugal.
Numa curta conversa que tivemos com o Taka, fugimos um ‘bocadinho’ ao óbvio…
Taka, tens noção de quanto os fãs te adoram? Todos aqui celebraram a tua primeira vitória. O que pensas que há na tua personalidade que construiu uma ligação e empatia tão profundas com os fãs?
“Não sei, mas aprecio imenso todo o apoio dos fãs portugueses, claro, e de todos os fãs do WRC. Só quero agradecer toda a gentileza e o grande apoio que me dão.”
O que que achas que há nos fãs portugueses que te faz falar sobre este rali com tanto afeto genuíno?
“A atmosfera, o ambiente. Em primeiro lugar há muitos fãs. Grandes, digamos, fãs apaixonados. Essa é uma das razões pelas quais tornam este Rali de Portugal, muito, muito especial.”
Vieste dos monolugares (F3), onde tudo é milimétrico e clínico. O rali é exatamente o oposto. Qual foi o hábito que levaste das pistas mais difícil de “quebrar” nos rali?
“É totalmente diferente a forma como o cérebro funciona nas pistas e nos ralis. Nas corridas, a cada volta, tentas sempre pensar em como fizeste aquela curva, e quando lá voltas a passar tentas melhorar. Estás sempre a pensar no que aconteceu antes e no que queres que seja, na próxima curva ou na próxima volta. Portanto, pensas no que ficou para trás.
Mas se fizeres o mesmo no rali, o que aconteceu na última curva, não ouves a nota da próxima curva, o que vem aí. E de certeza, vais bater na próxima curva. Portanto, esta mudança de mind set, foi realmente difícil, a forma como o cérebro funciona é totalmente diferente nos ralis e nas corridas. Portanto, diria que isto levou algum tempo para mudar o meu ‘mind set’ e também o funcionamento do cérebro.”
Como avalias o teu percurso e progresso no WRC até agora?
“Tem sido muito difícil. Até agora, quero dizer, alguns momentos bons e maus. Mas tem sido muito difícil. Devo dizer que muitas vezes, nestes anos, ponderei se devia parar ou não, pois era tão difícil e desanimador, às vezes, mas agora estamos aqui, e ainda há um longo caminho a percorrer. Continuo a esforçar-me e ainda não acabou…”
Se pudesses voltar atrás no tempo, o que dirias ao jovem Taka de 2014, quando estava a começar nos ralis?
(Muitos risos…) Talvez lhe dissesse para ir em frente e que tudo vai correr bem. Algo assim. Bem simples. Porque desde o final de 2014, comecei a pensar em mudar para os ralis, mas não tinha nem de perto a certeza se era o caminho certo ou não, é por isso que ‘lhe diria’ para ir em frente.”
“Sisu” e “Omotenashi”: Taka, és um japonês que vive há muito na Finlândia. Será que misturas o conceito finlandês de Sisu (extrema coragem e garra) com o Omotenashi japonês (hospitalidade e respeito). Qual destes te serve melhor quando estás a voar pelas árvores a toda a velocidade: o sangue-frio finlandês ou a disciplina japonesa?
(mais risos) Penso que o Sisu ajuda muito mais. E também temos o espírito Samurai (O Caminho do Guerreiro) que normalmente temos. Penso que a combinação de Samurai e Sisu pode funcionar bem.”
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