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Brisa investiu 109 milhões em infraestruturas rodoviárias em 2025. Lucros caíram 44%

Brisa investiu 109 milhões em infraestruturas rodoviárias em 2025. Lucros caíram 44%

A Brisa apresentou os resultados de 2025 no Relatório Integrado divulgado pelo grupo, com crescimento dos principais indicadores financeiros, investimento na rede rodoviária e expansão da atividade internacional.
O relatório diz que a gestão da rede rodoviária e a adaptação a fenómenos climáticos estiveram entre as prioridades do grupo em 2025. A empresa reforçou medidas de proteção dos ativos e de continuidade de serviço, no âmbito da estratégia de gestão de risco.
O investimento em manutenção e modernização da rede totalizou 109 milhões de euros. A aposta na tecnologia e digitalização, através de sistemas inteligentes de gestão e monitorização, contribuiu para maior eficiência operacional e uma melhor experiência para os utilizadores., segundo a Brisa.
A empresa refere ainda a utilização de sistemas de gestão e monitorização digital para apoiar a operação e o acompanhamento das infraestruturas.
Segundo o chairman do Grupo Brisa, Vasco de Mello, numa mensagem no relatório, o ano de 2025 ficou marcado pela capacidade de adaptação da empresa ao contexto económico e geopolítico, pela aposta no desenvolvimento dos negócios e pelo compromisso com o desenvolvimento sustentável e com as comunidades onde opera.
Os proveitos operacionais atingiram 1,23 mil milhões de euros, mais 13% do que no ano anterior. O EBITDA subiu para 860,9 milhões de euros, mais 43,5 milhões de euros face a 2024, e o resultado líquido foi de 173,4 milhões de euros, apurado com base num Imposto
sobre o Rendimento de 83,9 milhões e em Interesses sem Controlo de 118,3 milhões de euros. Os resultados líquidos de 2025 traduzem uma queda de 44% face aos 309,5 milhões apurados em 2024.
O ano ficou marcado pelo aumento do investimento na rede concessionada e pela expansão para novos mercados.
Vasco de Mello refere que os resultados demonstram a capacidade operacional do grupo “num enquadramento económico caracterizado por um crescimento mais contido”.
Já António Pires de Lima, CEO da Brisa, destacou que “no principal negócio do Grupo Brisa, as autoestradas, a evolução do tráfego em 2025, manteve uma trajetória de crescimento, ainda que a um ritmo mais moderado comparando com o ano anterior: a Brisa Concessão Rodoviária (BCR) registou um aumento de 3,7% no tráfego médio diário e a Brisal um aumento de 5,9% face ao período homólogo. Não obstante, a rede Brisa continuou a afirmar-se como um ativo central da mobilidade nacional, sustentando níveis elevados de procura e contribuindo de forma relevante para a estabilidade e competitividade da economia”.

Expansão internacional
A internacionalização continuou a ter peso na atividade do grupo. Através da Via Verde, a empresa concluiu a aquisição da totalidade da francesa Axxès, especializada em portagens eletrónicas para veículos pesados. Com esta operação, o grupo passa a atuar em 15 países europeus na área dos serviços eletrónicos de portagem.
Além da aquisição da Axxès, a Controlauto adquiriu 90% da espanhola Mecod, reforçando a presença do grupo no mercado ibérico da inspeção automóvel.
Nos Países Baixos, a empresa passou a operar portagens na A24 e no túnel de acesso ao Porto de Roterdão, prevendo assumir, a partir de julho, o sistema nacional de portagens para veículos pesados.
Pessoas, segurança e mobilidade
O relatório refere que 40% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, ultrapassando a meta definida para 2030. António Pires de Lima destaca que “a Brisa atingiu uma convergência entre a percentagem de mulheres na força de trabalho (39%) e em posições de liderança (40%), ultrapassando o objetivo de 39% definido para 2030 para este último indicador. Este resultado demonstra o compromisso crescente da empresa com a promoção da liderança feminina e da igualdade de género”.
Na segurança rodoviária, o grupo registou uma redução de 44% no número de vítimas mortais na rede BCR face a 2019, mantendo o objetivo de atingir zero mortos e zero feridos graves até 2050.
Vasco de Mello sublinha ainda o papel das equipas do grupo no desenvolvimento das operações e dos serviços de mobilidade, considerando que a capacidade de adaptação e inovação da empresa tem permitido responder aos desafios económicos e tecnológicos dos últimos anos.
Metas ambientais
O relatório destaca a integração de critérios ESG e a incorporação de riscos climáticos nos processos de decisão. A Brisa mantém o objetivo de atingir a neutralidade carbónica em 2040 e prevê reduzir em 60% as emissões até 2030, em comparação com 2021.
O chairman do grupo destaca também a validação das metas ambientais pela Science Based Targets initiative, considerando que esse reconhecimento reforça o alinhamento da empresa com os objetivos do Acordo de Paris.

 

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