Proveitos totais do alojamento turístico sobem 5,5% para mil milhões de euros até março
Os proveitos totais do alojamento turístico atingiram mil milhões de euros e os de aposento 734,5 milhões de euros no primeiro trimestre, representando subidas homólogas de 5,5% e 5,1%, divulgou hoje o INE.
Segundo as estatísticas da atividade turística, hoje divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no conjunto dos primeiros três meses do ano, os estabelecimentos de alojamento turístico registaram 5,8 milhões de hóspedes (mais 1,5%) e 13,6 milhões de dormidas (+1,3%).
Até março, as dormidas de não residentes aumentaram 1,4%, correspondendo a 9,2 milhões, sendo responsáveis por 68% do total, enquanto as de residentes cresceram 1,2% para 4,3 milhões.
No trimestre, a dependência dos mercados externos, em termos de dormidas, foi maior na Região Autónoma da Madeira (85,9% do total), seguindo-se Algarve (80,9%) e Grande Lisboa (78,6%).
Já o Centro (23,5%) e o Alentejo (32,1%) tiveram a menor dependência dos mercados externos.
A Grande Lisboa concentrou mais dormidas entre janeiro e março deste ano, com 28,6% do total, seguindo-se o Norte (18,9%) e o Algarve (18,5%).
No primeiro trimestre, as dormidas de residentes concentraram-se principalmente no Norte (24,6%), enquanto as de nãos residentes ocorreram principalmente na Grande Lisboa (33,1%).
O INE assinala que os dados do primeiro trimestre podem estar influenciados pela estrutura móvel do calendário, em particular devido aos efeitos da Páscoa, que no ano passado coincidiu com o segundo trimestre (20 de abril) e este ano ocorreu no último dia de março.
No primeiro trimestre, a hotelaria concentrou 83,1% do total de dormidas e o alojamento local 13,9%, enquanto a expressão do turismo no espaço rural e de habitação foi de 3,0%, o que significa variações homólogas respetivas de +2,0%, -2,8% e +2,9%.
Espanha foi o principal mercado externo no primeiro trimestre deste ano em cinco regiões: este e Vale do Tejo (23,1% das dormidas de não residentes registadas nesta região), Centro (22,8%), Alentejo (20,8%), Norte (16,7%) e Península de Setúbal (15,3%), enquanto os Estados Unidos da América foram o principal mercado externo na Região Autónoma dos Açores (22,0%) e na Grande Lisboa (14,1%).
O Reino Unido foi o principal mercado externo no Algarve (29,2%) e a Alemanha na Região Autónoma da Madeira (25,4%).
No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 41,5 euros no primeiro trimestre, registando um aumento de 1,5% (+1,0% no trimestre anterior). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 93,8 euros (+2,7%, após +2,0% no trimestre anterior).
O valor de RevPAR mais elevado foi registado na Madeira (77,4 euros), seguindo-se a Grande Lisboa (67,3 euros). Os maiores crescimentos ocorreram na Região Autónoma da Madeira (6,2%) e no Alentejo (4,7%).
A Grande Lisboa e a Região Autónoma da Madeira tiveram os valores mais elevados de ADR no primeiro trimestre, com, respetivamente, 115,9 euros e 114,1 euros, tendo a última região apresentado um crescimento de 10,5%.
Considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 6,0 milhões de hóspedes e 14,5 milhões de dormidas no primeiro trimestre (+0,8% em ambos).
Ainda segundo o INE, a remuneração bruta mensal por trabalhador ao serviço (por posto de trabalho) em atividades de alojamento aumentou 5,0% no primeiro trimestre face ao período homólogo, situando-se em 1.351 euros, 259 euros abaixo do registado no total da economia, em que a remuneração também aumentou 5,0%.
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