A carregar agora

Trump conclui visita à China com otimismo nas relações entre os dois países

Trump conclui visita à China com otimismo nas relações entre os dois países

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concluiu hoje a visita oficial à China, insistindo que as relações entre as duas maiores potências mundiais “são boas e estão a melhorar”, apesar de divergências profundas.
Trump iniciou o último dia em Pequim com uma mensagem nas redes sociais, afirmando que o líder chinês, Xi Jinping, “me felicitou por tantos sucessos extraordinários” e que, quando se referiu aos Estados Unidos como “talvez uma nação em declínio”, estava a falar apenas do antecessor, Joe Biden.
Xi recebeu Trump na residência oficial de Zhongnanhai, onde ambos passearam pelos jardins com árvores centenárias e rosas chinesas, antes de se reunirem num pavilhão ornamentado para conversas acompanhadas de chá. Estava ainda previsto um almoço de trabalho antes da partida de Trump para Washington.
“Foram realmente dois dias excelentes”, disse Trump aos jornalistas, sentado ao lado de Xi.
Apesar do tom otimista, os encontros revelaram tensões persistentes. Pequim mostrou pouco interesse público em envolver‑se mais na resolução do conflito com o Irão, embora Trump tenha garantido que Xi se ofereceu para ajudar.
Ao mesmo tempo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês declarou que as reuniões estavam a injetar estabilidade no mundo.
Taiwan foi o tema mais sensível da visita, com Xi a reafirmar que a ilha está no “núcleo dos interesses da China”.
Numa cimeira marcada pelo protocolo e elogios, Xi Jinping advertiu Donald Trump de que as diferenças em torno de Taiwan, ilha autogovernada reclamada por Pequim como parte do seu território, poderiam levar os Estados Unidos e a China a choques ou conflitos.
Em dezembro, Trump autorizou um pacote de armamento no valor de 11 mil milhões de dólares (9,4 mil milhões de euros) para Taiwan, mas a entrega ainda não avançou.
O secretário de Estado norte‑americano, Marco Rubio, alertou na quinta‑feira que seria “um erro terrível” a China tentar tomar Taiwan pela força.
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos disse à emissora norte-americana NBC News na quinta‑feira que a política de Washington em relação a Taiwan “permanece inalterada” e reiterou que seria “um erro terrível” a China recorrer à força.
O ministro dos Negócios Estrangeiros taiwanês, Lin Chia‑lung, agradeceu hoje aos Estados Unidos o “apoio contínuo e pela valorização da paz e estabilidade no estreito de Taiwan”.
Os Estados Unidos são o maior apoiante não-oficial de Taiwan e o principal fornecedor de armas para a defesa da ilha.
“Como membro responsável da comunidade internacional, Taiwan continuará a reforçar as suas capacidades de autodefesa”, afirmou Lin.
Os dois líderes concordaram também na necessidade de reabrir o estreito de Ormuz, fechado desde o início da guerra com o Irão, por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial. Trump afirmou: “Não queremos que tenham uma arma nuclear”.
Xi manifestou oposição à imposição de taxas sobre navios que cruzam o estreito e mostrou interesse em comprar petróleo norte‑americano para reduzir a dependência do Golfo.
Trump centrou também a sua atenção no comércio e em acordos para que a China compre mais produtos agrícolas e aviões de passageiros, propondo a criação de um conselho para gerir diferenças e evitar a repetição da guerra comercial desencadeada no ano passado após o aumento das tarifas norte‑americanas.
A Casa Branca indicou que foram alcançados “acordos comerciais fantásticos”, incluindo a promessa de Pequim adquirir 200 aviões Boeing e aumentar as compras agrícolas.
Trump levou consigo uma delegação de grandes empresários, entre os quais os presidentes da Mastercard e da Visa, e discutiu com Xi o acesso das empresas norte‑americanas ao mercado chinês.

Share this content:

Publicar comentário