FIA vai oficializar tentativa de recorde de velocidade em terra com hidrogénio da JCB em Bonneville
A FIA vai supervisionar oficialmente uma nova tentativa de recorde de velocidade em terra com recurso ao hidrogénio, liderada pela JCB nas Bonneville Salt Flats, no Utah.
O construtor britânico regressa assim ao histórico palco norte-americano 20 anos depois do Dieselmax ter estabelecido o recorde mundial FIA para veículos a gasóleo, desta vez com o novo JCB Hydromax, movido por dois motores de combustão a hidrogénio.
JCB aposta no Hydromax para novo marco tecnológico
O Hydromax, com 32 pés de comprimento (9,75 metros), será pilotado por Andy Green, o único homem a ultrapassar a barreira do som em terra e também o piloto do Dieselmax na campanha de 2006.
O novo veículo utiliza dois motores JCB de base de produção alimentados a hidrogénio, com uma potência combinada de 1600 cv, integrando um programa desenvolvido ao longo de cinco anos com um investimento de 100 milhões de libras.
Antes da deslocação a Bonneville SpeedWeek, a principal reunião mundial da especialidade, a JCB iniciará os testes no Reino Unido. Depois, permanecerá nas salinas norte-americanas para procurar recordes oficialmente reconhecidos ao abrigo dos regulamentos da FIA.
Ao anunciar a operação, o presidente da federação, Mohammed Ben Sulayem, enquadrou o alcance do projecto: “Este é um momento histórico para a velocidade, a tecnologia e a inovação.” O dirigente acrescentou que o regresso da JCB a Bonneville com um veículo a hidrogénio representa “um capítulo definidor”, por combinar aerodinâmica, excelência de engenharia e coragem humana.
FIA destaca valor desportivo e tecnológico
Ben Sulayem sublinhou ainda o simbolismo da iniciativa no percurso da própria FIA. “Da Bluebird à ThrustSSC e ao novo JCB Hydromax, a FIA tem um historial orgulhoso na certificação destes momentos históricos”, afirmou, defendendo que este carro “não vai apenas tentar bater um recorde mundial, mas moldar o futuro da mobilidade sustentável de alta velocidade”.
Também Malcolm Wilson, vice-presidente da FIA para o Desporto, destacou a relevância institucional e técnica da tentativa. “A FIA é responsável pelo reconhecimento dos recordes mundiais de velocidade em terra há mais de um século”, recordou. Segundo o dirigente, o Hydromax demonstra como estas iniciativas continuam a expandir “as fronteiras da engenharia e da inovação”, numa altura em que a combustão a hidrogénio desperta crescente interesse na mobilidade e no desporto motorizado.
JCB quer provar o potencial do hidrogénio
Do lado da JCB, Lord Anthony Bamford enquadrou o projecto numa tradição britânica de recordes. “O Reino Unido tem um orgulho histórico na conquista de recordes de velocidade e, como empresa britânica, entusiasma-me desafiar um novo com hidrogénio”, afirmou.
O chairman da marca insistiu que o objectivo vai além da velocidade. “Se levamos as emissões a sério, temos de levar o hidrogénio a sério”, disse, explicando que um projecto desta natureza é a forma ideal de demonstrar, em público, a robustez e o potencial dos novos motores da JCB.
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