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Livro: “Para as gerações futuras”

Livro: “Para as gerações futuras”

 
Simone Veil nasceu em Nice, França, em 1927. Tinha 16 anos quando foi deportada com a família para o campo de concentração nazi de Auschwitz-Birkenau. Seguiram-se outros: Bobrek e Bergen-Belsen. Veil perdeu a mãe, o pai e o irmão. Sobreviveu. Depois da guerra, escolheu fazer carreira na magistratura. Ocupou vários cargos políticos. Como ministra da Saúde, conseguiu, em 1974, a aprovação da “Lei Veil” (sim, leva o seu nome), que despenalizou o aborto. Em 1979 tornou-se a primeira mulher presidente do Parlamento Europeu. Membro do Conselho Constitucional, foi eleita membro da Academia Francesa em 2008. Em 2010, uma sondagem deu-a como “a personalidade preferida dos franceses.”
O seu maior combate foi pela Europa. Sempre. É como esta escriba a recorda. O rosto sereno, o discurso sóbrio, sábio. Em abril de 2005, Simone Veil foi convidada para falar perante uma plateia de jovens estudantes da École Normale Supérieure. Não como figura política de proa, mas sim como sobrevivente do “Shoah”, o termo hebraico usado para holocausto. Uma realidade que “não se podia inventar”. Nem esquecer. Os responsáveis pelo convite acreditavam que, “mais forte e mais intensa do que qualquer lição de história, a palavra viva de um grande testemunho conquistaria a adesão”. Aconteceu e ficou para a história. E agora importa recordar para que ninguém esqueça o apelo tantas vezes dito e escrito: “Nunca mais.”
O livro “Para as gerações futuras” foi publicado por iniciativa do editor Marc Grinsztajn, com a chancela da Albin Michel. A edição portuguesa chega agora às livrarias, com tradução de Rui Elias, pela Casa das Letras.

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