Empresas investem mais em tokens de IA do que em salários
As empresas devem investir mais em tokens de inteligência artificial (IA) do que nos orçamentos destinados aos seus funcionários, avança esta segunda-feira a publicação espanhola El Economista, que sublinha que esta deverá ser a norma para as várias organizações empresariais quando o custo médio de um token para um programador ultrapassar o seu salário.
Um token são dados processados por modelos de IA durante o seu treino. O El Economista refere que os 10 mil milhões de tokens que um funcionário da Meta consome num mês tem um custo de cerca de 50 mil dólares, ou 600 mil dólares por ano. Um token é o equivale a cerca de três a quatro caracteres com 100 tokens equivalerem a um parágrafo de 75 palavras, incluindo o texto da consulta e a resposta.
E aí a Nvidia é a que mais beneficia tendo em conta que 80% dos tokens são processados através dos chips da empresa liderada por Jensen Huang, salienta o El Economista, que adianta que a popularização dos agentes de inteligência artificial deve levar a uma maior utilização de tokens.
Consumo de tokens tem aumentado
A publicação espanhola cita um estudo da OpenAI, que detém o ChatGPT, que refere que o consumo médio de tokens por organização aumentou 320 vezes nos últimos 12 meses, enquanto que a Google referiu que em novembro de 2025 foram processados quase um quatrilhão de tokens em todos os seus serviços de inteligência artificial, mais do dobre face ao período homólogo.
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