Presidente da República destaca humanismo contra a destruição global
O Presidente da República condecorou o islandês Bragi Guðbrandsson e o jornalista palestiniano Rami Abou Jamous, destacando o contraste entre a destruição global e o humanismo dos premiados durante a cerimónia de entrega do Prémio Norte-Sul do Conselho da Europa, em Lisboa.
O Presidente sublinhou a “contradição brutal” do panorama internacional contemporâneo. Apontou o dedo a líderes políticos focados na tragédia e no desprezo pelos direitos humanos. Em contrapartida, enalteceu as vozes que “estremecem a indiferença” e recordam a essência da condição humana. Segundo o chefe de Estado, premiar estas personalidades é um dever e um agradecimento coletivo.
O momento mais emotivo do discurso centrou-se no relato de Rami Abou Jamous, jornalista encurralada em Gaza. O Presidente leu um excerto do “Diário de Bordo de Gaza”, que narra a história de Walid, o filho de três anos do jornalista.
O texto lido revelou o esforço do pai em proteger a criança da realidade da guerra. O pai convenceu o filho de que os mísseis eram fogo de artifício, (“tartifícios”), aos quatro anos, a criança começou a perceber que o “fogo de artifício” destrói casas. O menino tentou “chamar a polícia” para denunciar o uso incorreto dos helicópteros.
António José Seguro referiu na sua intervenção que partilha o sonho de Walid e de tantas outras crianças: o desejo de que a Justiça impere e de que o amanhã traga um mundo melhor.
Share this content:



Publicar comentário