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BPF prevê injetar 2.000 milhões de euros em empresas afetadas pela tempestade Kristin até ao final do semestre

BPF prevê injetar 2.000 milhões de euros em empresas afetadas pela tempestade Kristin até ao final do semestre

O Banco Português de Fomento (BPF) já transferiu 1.150 milhões de euros para as contas de 6.000 empresas afetadas pela tempestade Kristin, que assolou o país a 28 de janeiro. O anúncio foi feito pelo CEO da instituição, Gonçalo Regalado, durante o jantar da segunda edição das Factory Talks, que decorreu ontem, 19 de maio, em Porto de Mós.

Segundo o líder do BPF, o impacto financeiro da tempestade numa única noite ascendeu a 5.300 milhões de euros, o equivalente a quase 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. A meta do banco público é injetar os 2.000 milhões de euros iniciais até ao final deste semestre, abrangendo entre 9.000 e 10.000 empresas. Atualmente, existem mais 400 milhões de euros aprovados para outras 2.500 entidades.

Gonçalo Regalado revelou que o objetivo estratégico para 2026 é canalizar metade dos apoios públicos do BPF para os 90 municípios mais fustigados pelo temporal. Além das linhas de reconstrução, o Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade — originalmente desenhado para áreas como inteligência artificial, defesa e reindustrialização — foi redirecionado para estas regiões em estado de calamidade.

Das 6.000 candidaturas recebidas para este instrumento, que somam .5000 milhões de euros de intenção de investimento, mais de 3.000 já foram validadas, representando cerca de 2.500 milhões de euros. O CEO desafiou os empresários de Leiria a passarem da fase de reconstrução para uma “retoma com ambição”, prometendo novas ferramentas focadas na exportação e no emprego qualificado.

O encontro, organizado pelo Município de Porto de Mós e pela consultora CO+K, reuniu líderes empresariais e políticos regionais. Jorge Vala, presidente da autarquia anfitriã, aproveitou o momento para reivindicar a criação urgente de um Plano de Transformação e Resiliência Regional (PTRR). O autarca defendeu que este plano deve ser executado diretamente por quem está no território para garantir a eficácia da reconstrução económica e psicológica da região de Leiria.

No mesmo sentido, Pedro Pimpão, presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), sublinhou a resiliência do tecido empresarial local. O dirigente garantiu que os municípios continuam disponíveis para investir, mas assegurou que vão exigir junto da tutela os recursos financeiros necessários para apoiar os empresários.

O evento estratégico contou ainda com uma vertente gastronómica, tendo o jantar ficado a cargo do chef Vítor Sobral, que desenhou um menu focado na reinvenção dos produtos e sabores tradicionais portugueses.

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