Bolsa de Lisboa cai 0,22% arrastada pela Sonae e em linha com a Europa
A bolsa de Lisboa encerrou sessão, desta quinta-feira, em terreno negativo tendo perdido 0,22% para 9.227,99 pontos
A liderar as perdas ficou a Sonae que perdeu 4,46% para 1,8860 euros e a NOS que cedeu 1,85% para 5,305 euros. Por outro lado, a Mota-Engil somou 1,19% para 4,746 euros e a Semapa ganhou 1,09% para 23,20 euros.
No que diz respeito às congéneres europeias, o alemão DAX cedeu 0,33%, o espanhol IBEX 35 perdeu 0,42% e o francês CAC 40 recuou 0,39%.
Segundo o analista de mercados do Millenium Ramiro Loureiro “as bolsas europeias encerraram divididas entre perdas e ganhos ligeiros, no dia em os indicadores preliminares dos PMIS sinalizaram que a atividade na Zona Euro agravou o ritmo de contração em maio, no pior registo dos últimos dois anos, arrastada pela contração industrial e pelo abrandamento mais brusco que o esperado do ritmo de crescimento nos serviços”.
“Os EUA terão conseguido manter o ritmo de crescimento, com a indústria a ter o melhor registo dos últimos quatro anos. A subida dos preços do petróleo voltou a condicionar os mercados de ações. O Irão afirmou que a última proposta dos EUA reduziu parcialmente o impasse entre os lados, mas os investidores mantêm algum ceticismo quando a um acordo de paz, depois do líder supremo Mojtaba Khamenei ter afirmado que o país deve manter as suas reservas de urânio quase de grau bélico”, sublinhou o especialista.
O analista acrescentou ainda que “as contas da NVIDIA eram esperadas com grande expetativa e foram de facto melhores do que os analistas antecipavam, mas a reação em Wall Street é fraca. O destaque na bolsa de Nova Iorque vai para as empresas ligadas à computação quântica, como D-Wave e Rigetti, e para a IBM, perante um investimento de Donald Trump no setor, podendo em troca ficar com uma posição minoritária, um pouco à semelhança do que sucedeu no ano passado na Intel”.
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