Estudo: 95% dos portugueses apoiam projetos de energia renovável nas suas localidades
A esmagadora maioria dos portugueses (95%) apoia a instalação de projetos de energia renovável nas suas respetivas cidades e localidades. Os dados constam de um novo estudo da Marktest para a APREN (Associação Portuguesa de Energias Renováveis), que revela um consenso social alargado sobre a transição energética no país entre a população dos 15 aos 64 anos.
O apoio estende-se ao panorama estratégico nacional. Cerca de 91% dos inquiridos defendem que Portugal deve investir mais em fontes limpas em detrimento dos combustíveis fósseis. A mesma percentagem (91%) considera crucial que a União Europeia e os Estados-Membros alcancem a independência energética face a países terceiros, enquanto 83% validam o contributo direto do setor na redução das emissões de gases com efeito de estufa.
Para os cidadãos, os benefícios mais relevantes são económicos e ambientais. A redução do custo da eletricidade e o combate às alterações climáticas foram destacados por 66% dos participantes como impactos de topo.
O relatório aponta para uma forte exigência pública na aceleração desta transição. Uma fatia de 90% dos portugueses concorda que o país deve priorizar novos projetos renováveis, e 80% defende que estes devem ter primazia absoluta na política energética nacional. Adicionalmente, 88% dos cidadãos exigem que o Governo crie melhores condições para o crescimento do setor, e 85% entendem que as empresas privadas devem reforçar os seus investimentos na área.
Esta pressão decorre de uma perceção de atraso: 65% dos inquiridos sentem que ainda se faz pouco para usar as renováveis contra a crise climática, e 42% acreditam erradamente que Portugal está abaixo da média europeia no uso destas tecnologias.
Susana Serôdio, Coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, sublinha que o sucesso desta expansão depende diretamente da relação com as populações. “A confiança no promotor surge como o fator mais valorizado pelos portugueses no planeamento de novos projetos, o que reforça a importância de garantir processos transparentes, participados e próximos das populações”, afirma a responsável.
Para a associação setorial, os resultados validam e dão total legitimidade social para que Portugal continue a acelerar o ritmo da transição energética.
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