Grupo SATA regista melhoria operacional em 2025 e todas as empresas alcançam EBITDA positivo
O Grupo SATA registou em 2025 uma melhoria significativa dos seus resultados operacionais e financeiros, com todas as empresas operacionais a apresentarem EBITDA positivo, no âmbito do processo de recuperação e reestruturação em curso.
Impulsionado pela aplicação gradual do seu Plano de Reestruturação e do Plano de Sustentabilidade Financeira, o grupo aéreo açoriano conseguiu otimizar operações, controlar custos e reforçar a sua capacidade de gerar resultados. O principal destaque do exercício vai para o indicador EBITDA, que passou a ser positivo em todas as empresas operacionais do grupo.
Na Azores Airlines, embora o resultado líquido final ainda tenha permanecido em terreno negativo devido a fatores extraordinários e à falta de compensações nas rotas de Serviço Público (OSP) , o esforço de consolidação permitiu estancar o prejuízo em 17,3 milhões de euros. A transportadora viu o seu resultado líquido melhorar de -71,2 milhões de euros em 2024 para -53,9 milhões de euros em 2025.
Importa notar que as contas de 2025 ainda não incluem compensações financeiras pelas rotas de Obrigação de Serviço Público (OSP) com o Continente e Madeira, cujo défice operacional foi de 13,8 milhões de euros. O grupo espera ver este cenário melhorar já no primeiro semestre de 2026 com a entrada em vigor do novo contrato adjudicado em consórcio com a TAP.
Segundo os dados divulgados pelo grupo, a Azores Airlines registou uma inversão muito significativa no seu EBITDA, que saltou de um terreno negativo de 690 milhares de euros em 2024 para um valor positivo de 21,5 milhões de euros em 2025 (um crescimento homólogo de 22,2 milhões de euros).
Embora o número de voos operados tenha recuado 1,9% (11.488 voos) e o volume de passageiros transportados tenha caído 4,6% (1,6 milhões de passageiros), a companhia aérea assegurou uma taxa de ocupação média anual robusta, fixada nos 82%.
As receitas operacionais acompanharam a menor procura em certos mercados, fixando-se nos 307,7 milhões de euros (-8,4%).
A reviravolta financeira foi conseguida através da redução de 15% nos custos operacionais (que totalizaram 286,2 milhões de euros), destacando-se: uma poupança de 14,5 milhões de euros com operações ACMI (aluguer de aviões com tripulação); menos 5,2 milhões de euros em gastos com catering a bordo; e um decréscimo de 1,5 milhões de euros em indemnizações a passageiros.
Estas poupanças estruturais conseguiram anular os aumentos inevitáveis registados com despesas de pessoal (+1,4 milhões de euros) e custos de manutenção (+9,3 milhões de euros, motivados pela escassez global de peças).
Já a SATA Air Açores mais do que duplicou o EBITDA, passando de 4,6 milhões de euros em 2024 para 10,6 milhões de euros em 2025, enquanto a SATA Gestão de Aeródromos também recuperou resultados operacionais, registando um EBITDA positivo de 1,6 milhões de euros, após perdas operacionais no exercício anterior.
Em termos líquidos, as duas companhias aéreas reduziram os prejuízos, com a Azores Airlines a diminuir o resultado negativo em cerca de 17,3 milhões de euros e a SATA Air Açores a melhorar os resultados em 5,2 milhões de euros.
Para o presidente do Conselho de Administração do Grupo SATA, Tiago Santos, a evolução destes indicadores prova que o grupo está no caminho certo. “Estamos num caminho de reforço da estabilidade operacional e de melhoria da eficiência, com o Conselho de Administração e os colaboradores totalmente focados em garantir um grupo sustentável” , afirmou, sublinhando que os resultados deixam o grupo mais robusto e preparado para o processo de privatização em curso.
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