Irão: Trump afirma que acordo está muito próximo mas admite retomar a guerra
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse este sábado à CBS News que um acordo com o Irão “está a aproximar-se muito”, enquanto afirmou ao portal Axios estar dividido entre fechar um acordo ou retomar a guerra.
Relativamente às negociações, “a cada dia, melhoram”, comentou o Presidente dos EUA à CBS News, em declarações por telefone.
Segundo o canal norte-americano, que cita fontes próximas das discussões, a proposta mais recente incluiria a reabertura do estreito de Ormuz, o descongelamento de alguns ativos iranianos em bancos no estrangeiro e a continuação das negociações por mais 30 dias.
A CBS News não especificou qual das partes está por trás destas propostas.
No entanto, Donald Trump moderou as expectativas numa entrevista telefónica ao portal Axios.
O Presidente disse haver “50-50” de hipóteses de chegar a um “bom” acordo ou, pelo contrário, de “explodir” o Irão, um país com o qual acordou um cessar-fogo em abril, após iniciar ataques em 28 de fevereiro, juntamente com Israel.
O líder da Casa Branca tem previsto reunir-se ainda este sábado com a sua equipa de segurança, incluindo o vice-presidente JD Vance, e a equipa de negociação dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, para avaliar a situação.
Na sexta-feira, Trump cancelou a deslocação ao casamento do filho mais velho, este sábado, e regressou a Washington para dar seguimento às negociações com Teerão.
O chefe do exército paquistanês, general Asim Munir, que atua como mediador entre os Estados Unidos e o Irão, visitou sábado Teerão para tentar pressionar um acordo.
No final da visita, afirmou que as conversações realizadas nas últimas 24 horas na capital iraniana resultaram em “progressos encorajadores” rumo a um “entendimento final”.
Também Teerão e Washington referiram hoje um avanço nas negociações, após semanas de tensões e consultas diplomáticas.
“Após várias semanas de conversações bilaterais, há uma tendência para a aproximação” em relação às posições norte-americanas, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, na televisão estatal, revelando que Teerão estava na “fase de finalização” de um memorando de entendimento com Washington com vista a cessar hostilidades.
Pouco antes, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tinha dito que havia “uma hipótese” de o Irão aceitar um acordo para acabar com a guerra já sábado.
“É possível que mais tarde hoje [sábado], amanhã ou dentro de alguns dias tenhamos informações para partilhar”, disse Rubio aos jornalistas em Nova Deli, acrescentando que esperava ter “boas notícias”.
As partes mantêm um frágil cessar-fogo desde 8 de abril – que interrompeu o conflito iniciado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica – e realizaram a única ronda de conversações formal três dias depois em Islamabad, que não produziu resultados, e desde então prosseguem negociações indiretas.
O Irão continua a exercer ameaça militar no estreito de Ormuz, atingindo os preços globais de bens petrolíferos, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos como forma de asfixiar a economia da República Islâmica.
As negociações são centradas no estreito de Ormuz, no programa nuclear e de produção de mísseis de longo alcance do Irão, bem como no seu apoio a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah libanês e o Hamas palestiniano, e nos bens iranianos congelados no estrangeiro e sanções internacionais contra Teerão.
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