Governo da Madeira pede à República serviços mínimos para greve de 3 de junho
O Governo Regional da Madeira, através do secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, solicitou ao Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, a adoção de medidas que garantam serviços mínimos no âmbito da greve geral marcada para 3 de junho de 2026, de forma a salvaguardar o abastecimento marítimo para a Região Autónoma.
Na carta enviada a Miguel Pinto Luz, José Manuel Rodrigues alertou para o impacto que a paralisação poderá ter nos movimentos de carga e descarga dos navios que asseguram o fornecimento semanal da Região, sublinhando que, numa região insular, “qualquer perturbação nesta operação pode afetar o acesso da população a bens alimentares e de saúde”.
O governante madeirense chamou à atenção que a greve “poderá comprometer” o abastecimento dos serviços regionais de saúde, o escoamento de produtos regionais e a normal atividade das empresas, com “reflexos no custo final dos bens e na disponibilidade” de mercadorias.
Na carta enviada a Miguel Pinto Luz, na sexta-feira, José Manuel Rodrigues defendeu que os serviços mínimos já previstos no aviso de greve “não são, por si só, suficientes para acautelar as necessidades” da Região, e que por analogia com anteriores decisões arbitrais em situações idênticas, “deve ser garantida” pelo menos uma embarcação no dia da greve para navios de abastecimento às Regiões Autónomas e para a movimentação de navios quando “esteja em causa a disponibilidade” de cais para mercadorias com destino ou origem nas ilhas.
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