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GP Canadá F1: Azar continua a acompanhar Alex Albon

GP Canadá F1: Azar continua a acompanhar Alex Albon

A Williams concluiu o Grande Prémio do Canadá com sentimentos divididos: Carlos Sainz terminou em nono lugar após uma forte recuperação, enquanto Alex Albon foi forçado a abandonar depois de ser atingido por Oscar Piastri. O diretor da equipa, James Vowles, elogiou a evolução da Williams, mas reconheceu que Albon foi privado de uma provável entrada nos pontos.
A época 2026 de Alex Albon tem começado da pior forma. Os azares têm-se sucedido e o tailandês marcou apenas um ponto. Este arranque surge na sequência de uma segunda metade de 2025 em que viu Carlos Sainz ganhar protagonismo na equipa, sem o conseguir acompanhar.
No Canadá, a corrida de Albon terminou prematuramente quando Piastri bloqueou os pneus durante uma disputa com Bearman e deslizou contra o sidepod do Williams, obrigando-o a parar junto à pista. Foi mais um revés numa temporada marcada por fins-de-semana atribulados e oportunidades perdidas, com o piloto a acreditar que tinha ritmo suficiente para lutar com os carros da Alpine e somar pontos significativos. De recordar que a preparação para a corrida de Montreal ficou comprometida quando Albon não conseguiu evitar o choque com uma marmota que tentava atravessar a pista no TL1. O consequente embate nas proteções e os danos colocaram Albon em desvantagem.
“Simplesmente não foi o meu fim-de-semana” disse Albon. “Mais azar hoje — sem rancor para com o Oscar, pois penso que simplesmente calculou mal a ultrapassagem. Por vezes estas coisas acontecem. Tínhamos bom ritmo no início da corrida, o carro estava mais confortável, e penso que estaríamos na luta com a Alpine e a caminho de pontos decentes. No fundo, estamos apenas com pouco tempo em pista esta temporada e preciso de entrar em ritmo e ter um fim-de-semana sem sobressaltos. Há de chegar. O Mónaco é normalmente uma boa pista para nós, e para mim como piloto, por isso estou ansioso para repor as energias e regressar mais fortes como equipa com o início da época europeia.”
Sainz, que arrancou da 15.ª posição com pneus intermédios numa aposta que acabou por não resultar, recuperou de forma consistente após a troca para compostos médios, registando o segundo resultado consecutivo nos pontos para a Williams. O espanhol reconheceu que, uma vez nos slicks, a equipa apresentou por momentos o melhor ritmo do pelotão do meio da tabela, mas admitiu que a equipa ainda necessita de mais velocidade para lutar regularmente no top oito.
“Sentimentos mistos hoje” disse Sainz. “Gosto sempre de conduzir nestas condições e sinto que consigo extrair tudo do carro. Assumi um risco e tomei a decisão de arrancar com os intermédios, pois achei que valia a pena arriscar a partir da 15ª posição com condições um pouco incertas. As voltas de formação adicionais não ajudaram e infelizmente a aposta claramente não resultou. No entanto, assim que mudámos para os médios, o segundo stint foi extraordinariamente forte, e fomos por vezes os mais rápidos do pelotão do meio da tabela. Fizemos uma boa recuperação, mas teria sido interessante estar na luta com os três carros à frente. De qualquer forma, mais pontos para a equipa, por isso contente nesse aspeto. No fundo, ainda precisamos de mais ritmo para lutar regularmente no top oito, mas estamos a construir bom ímpeto corrida a corrida.”
James Vowles, diretor de equipa, falou sobre o fim-de-semana:
“Parabéns ao Carlos, realmente ótimo mais alguns pontos para o nosso nome, e o que me agrada verdadeiramente ver é que, entre o Miami e o Montreal, acrescentámos desempenho ao carro e somos capazes de entrar regularmente numa posição de pontuação. Não fizemos tudo certo hoje, e lamento pelo Alex porque tinha o ritmo e, a partir da sua posição, haveria pontos disponíveis para ele também.”
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