GP Canadá F1: Q&A com Kimi Antonelli
Kimi Antonelli voltou a brilhar no Grande Prémio do Canadá e somou mais uma vitória à sua impressionante série em 2026. O jovem piloto italiano da Mercedes, que lidera o Campeonato, falou na conferência de imprensa da FIA sobre a luta com George Russell, o desempenho do carro, a gestão da unidade motriz e a sua visão sobre a corrida ao título. Com apenas 19 anos, Antonelli continua a demonstrar uma maturidade que impressiona dentro e fora da pista.
A série de vitórias continua a surpreender-te?
Claro que foi bom terminar o fim de semana bem. Não foi exatamente como eu queria vencer, porque estava numa luta muito renhida com o George e acho que teríamos ido até ao fim. Mas é claro que aceitamos. Desta vez correu bem para mim e mal para ele. Pode haver outra ocasião em que corra mal para mim e bem para ele. Por isso, temos apenas de continuar a maximizar e a aproveitar cada oportunidade que surge. Agora vamos em frente.
Estrategicamente, como achas que a corrida teria evoluído sem o abandono de Russell?
Bem, acho que no final do stint eu tinha uma ligeira vantagem porque tinha um pouco mais de ritmo. Ele tinha um pouco mais de ritmo inicialmente, mas depois degradou um mais os pneus. Teria sido muito disputado. E claro que não foi bom ver a sua avaria, porque teria sido uma luta muito intensa até ao fim. Teria sido interessante ver como acabava, mas definitivamente é difícil de dizer como teria evoluído.
Russell disse que “adorou” a batalha. O que achaste do duelo?
Foi uma luta dura. Acho que algumas vezes estávamos talvez um pouco no limite, fomos um contra o outro. Estávamos ambos a dar o máximo e ambos queríamos vencer. Acho que para quem estava a assistir foi bastante entusiasmante. Definitivamente o stint foi muito divertido porque estávamos ambos no limite e a dar tudo.
A Mercedes trouxe uma grande atualização ao Canadá. Que conclusões retiras sobre o ritmo do pacote?
Para ser honesto, não temos uma imagem clara do pacote, porque este fim de semana foi muito estranho em termos de pneus. Foi muito difícil colocá-los na janela certa e acho que isso teve um grande impacto. Apenas ter o pneu na janela certa ajudou muito. Acho que teremos uma imagem melhor do pacote nas próximas corridas.
A tua vantagem no campeonato é agora de 43 pontos. Sentes que tens margem de conforto?
Sim, mas para ser honesto não estou a pensar no campeonato. Estou apenas focado corrida a corrida. Acho que ainda é muito cedo para falar nisso. E claro que tenho esta diferença, mas isso não significa que posso relaxar e facilitar. Pelo contrário, preciso de continuar a elevar o nível e a subir o patamar, porque não vai ser fácil. Os adversários estão a aproximar-se e o George é muito rápido. Por isso, vou tentar focar-me em mim próprio, desfrutar da condução e tentar ser o mais rápido possível.
A utilização da unidade motriz está a tornar-se mais natural ao longo da época?
Sim, mas ainda por vezes o sistema surpreende-me um pouco na forma como funciona. Mas definitivamente, com as mudanças que foram feitas e com a margem adicional que a FIA deu às equipas no sistema, isso ajudou bastante a facilitar as coisas. Acho que os carros, pelo menos por agora, são muito melhores para seguir do que no ano passado — podes realmente acompanhar de muito mais perto, e isso cria mais corrida. Na parte da unidade motriz, não me posso queixar porque a equipa fez um trabalho incrível, mas ainda há trabalho a fazer. Será interessante ver o que vai acontecer nos próximos anos se o regulamento mudar. Mas já agora está muito melhor do que no início da época e, para mim, está a tornar-se mais natural em comparação com o que era em Melbourne, por exemplo.
Como foi o arranque em condições tão complicadas, e qual foi a tua reação ao ver a McLaren a sair com pneus intermédios?
Foi muito difícil. Começou a chover um pouco mais forte. Podíamos ver que estava a ficar um pouco molhado, mas estávamos bastante confiantes de que não duraria muito e que se conseguiria sobreviver com slicks. Fiquei obviamente surpreendido ao ver a McLaren com intermédios, especialmente por acho que foram os únicos. Foi uma grande aposta. Se tivesse começado a chover seria muito bom para eles, mas não aconteceu. O arranque não foi fácil, era muito fácil bloquear as rodas e os corretores estavam um pouco escorregadios nas primeiras voltas. Mas assim que os carros começaram a rodar, a pista ficou completamente seca ao fim de algumas voltas e aí já era tranquilo para a corrida.
The post GP Canadá F1: Q&A com Kimi Antonelli first appeared on AutoSport.
Share this content:


Publicar comentário