Médio Oriente: Exército israelita mantém ofensiva no Líbano apesar de negociações EUA-Irão
O chefe do Estado-Maior de Israel aprovou, no domingo, a continuação da ofensiva no Líbano, apesar das fugas de informação sobre as negociações entre os Estados Unidos e o Irão, indicando o seu fim, segundo um comunicado do Exército.
“Hoje aprovei os planos para a continuação dos combates no norte [de Israel], estamos determinados a intensificar o golpe contra o Hezbollah em todos os seus sistemas terroristas”, declarou Eyal Zamir, durante uma avaliação da situação no quartel-general de uma brigada blindada das Forças Armadas.
O anúncio de Zamir surge poucas horas depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter afirmado que o Presidente norte-americano, Donald Trump, reconhece o direito de Israel à autodefesa em todas as frentes, incluindo no Líbano.
O portal de notícias norte-americano Axios noticiou que o acordo negociado entre os EUA e o Irão incluiria também o fim da ofensiva israelita contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano. Netanyahu expressou preocupação com isso durante uma chamada telefónica com Trump no dia anterior.
Israel mantém uma invasão terrestre no sul do Líbano, tendo conseguido atravessar para algumas zonas a norte do rio Litani (que marca o limite da zona desmilitarizada estabelecida pelas Nações Unidas), e ocasionalmente bombardeia outras partes do país, como Beirute e o Vale do Bekaa.
Zamir afirmou ainda que o Exército israelita está “preparado para retomar imediatamente operações de combate intensas” contra o Irão, apesar da possibilidade de os Estados Unidos e a República Islâmica chegarem a acordo nos próximos dias sobre um memorando de entendimento que prolongue a trégua por mais 60 dias.
“Vamos manter a prontidão operacional e a flexibilidade durante o tempo que for necessário. No Comando Norte, continuamos a atacar o terrorismo do Hezbollah em todas as suas dimensões”, acrescentou.
O Líbano mergulhou na guerra no Médio Oriente em 02 de março, quando o Hezbollah lançou um ataque a Israel para vingar a morte do guia supremo iraniano Ali Khamenei.
Os ataques israelitas já custaram a vida a 3.111 pessoas no Líbano desde o início das hostilidades, segundo os números mais recentes do Ministério da Saúde libanês. Por seu lado, Israel lamenta a morte de 22 dos seus militares.
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