Pedido de IPO da SpaceX revela que Musk só receberá bónus se conseguir colonizar Marte
A impressionante proposta para a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da SpaceX incluiu alguns detalhes de outro mundo, entre eles uma cláusula segundo a qual o enorme bónus financeiro do fundador Elon Musk só será pago se um milhão de humanos se estabelecerem em Marte.
A estrutura do bónus, exposta no prospeto da SpaceX apresentado na quarta-feira (20) à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos), parece mais o enredo de um romance de ficção científica do que um acordo de remuneração.
O bónus de Musk depende de que o valor de mercado da SpaceX alcance metas que vão de 400 mil milhões de dólares (dois biliões de reais) a seis biliões de dólares (30,2 biliões de reais), e de que a empresa leve um milhão de pessoas à Marte.
Musk descreve essa ambição como essencial para a sobrevivência de longo prazo da espécie humana.
Se o objetivo de atingir uma avaliação de 1,75 biliões de dólares (8,8 biliões de reais) se concretizar, a participação atual de Musk teria valor estimado de 735 mil milhões de dólares (3,7 biliões de reais), antes que uma única pessoa pise no planeta vermelho.
Um segundo bónus, menor, vincula 60 milhões de ações adicionais a outro objetivo gigantesco: construir centros de dados em órbita capazes de fornecer 100 terawatts de capacidade de computação por ano, uma cifra muito superior a qualquer coisa existente hoje na Terra.
A SpaceX apresentou na quarta o seu aguardado pedido de abertura de capital, com o objetivo de negociar ações na bolsa Nasdaq sob o código “SPCX”, no que poderia ser a maior operação desse tipo na história de Wall Street.
O foguete Starship da companhia —cuja versão mais recente tinha previsão de ser lançada nesta quinta— foi projetado com a colonização de Marte em mente.
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