TAAG regista prejuízo de 144,6 milhões de dólares em 2025 e avança no processo de transformação
A TAAG – Linhas Aéreas de Angola, que atravessa uma fase de transformação, reorganização operacional e reforço da sustentabilidade financeira, registou um resultado líquido negativo de 144,6 milhões de dólares (cerca de 124,26 milhões de euros) em 2025.
De acordo com a empresa, o desempenho enquadra-se “num contexto particularmente exigente para a aviação civil mundial, marcado pelo aumento da pressão sobre os custos operacionais, volatilidade dos preços do combustível, limitações globais no fornecimento de aeronaves e
componentes, exigências regulatórias cada vez mais rigorosas e constrangimentos operacionais que continuam a afetar várias companhias
aéreas internacionais”.
A administração da companhia de bandeira angolana recordou, durante a apresentação do balanço de 2025, na passada sexta-feira, que os resultados refletem um forte investimento estrutural e reorganização operacional, nomeadamente na modernização da frota, no reforço da capacidade técnica, investimentos operacionais associados à transição aeroportuária, recuperação de sistemas afetados pelo ataque cibernético de que foi alvo na segunda metade de 2024 e na implementação de medidas estruturantes de transformação.
“O processo de transformação da TAAG não é um exercício de curto prazo. Estamos a falar de uma companhia estratégica para Angola, inserida num dos setores mais exigentes do mundo do ponto de vista técnico, operacional e financeiro”, explicou o presidente do Conselho de Administração da TAAG, Clóvis Rosa, citado em comunicado.
No ano passado, a companhia de bandeira angolana transportou 1,26 milhões de passageiros, consolidou uma rede de 26 destinos domésticos, regionais e intercontinentais, com destaque para o lançamento da nova rota Luanda–Nairobi. Registou receitas globais de 437 milhões de dólares (375,28 milhões de euros).
Segundo Clóvis Rosa, “a transformação da TAAG implica investimentos estruturantes significativos e exige capacidade de execução, disciplina operacional e visão de longo prazo. O mais importante neste momento é garantir que a companhia cria bases mais sólidas, mais eficientes e mais sustentáveis para o futuro”.
A administração da TAAG sublinhou, ainda, que entre as prioridades do processo em curso estão a “recuperação gradual da confiança dos passageiros e o reforço da fiabilidade operacional”.
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