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Generali Investments: “Estabilização geopolítica provavelmente reduziria apelo do ouro no curto prazo”

Generali Investments: “Estabilização geopolítica provavelmente reduziria apelo do ouro no curto prazo”

O estrategista de portfolio da Plenisfer Investments (que pertence à Generali Investments), Diego Franzin, considera que qualquer estabilização no cenário geopolítico “poderia aliviar” a pressão económica resultante dos custos energéticos e “moderar as expectativas” de subida das taxas de juro, um cenário que a se concretizar “provavelmente reduziria” o apelo do ouro no curto prazo, “dada a sua falta de rendimento”.
Diego Franzin afirma que o ouro acabou por se tornar, em certa medida, “vítima do seu próprio sucesso”, depois de ter ultrapassado a fasquia dos cinco mil dólares por onça. “Entre o final de 2025 e o início de 2026, o ouro era amplamente visto como a solução definitiva para a diversificação. Verificou-se uma significativa realização de lucros, principalmente nos external traded funds (ETF) dos Estados Unidos, enquanto certos bancos centrais — como o da Turquia — tiveram de recorrer às suas reservas para sustentar as suas moedas”, explica o estrategista.
Diego Franzin refere que nesta altura a dinâmica dos preços “continua intimamente” ligada aos acontecimentos no Médio Oriente e à trajetória do “ouro negro”.
“Qualquer estabilização no cenário geopolítico poderia aliviar a pressão económica resultante dos custos energéticos e moderar as expectativas de subida das taxas de juro — um cenário que provavelmente reduziria o apelo do ouro no curto prazo, dada a sua falta de rendimento”, defendeu.
Face a isto, Diego Franzin considera que a prudência é “essencial”. Levando isso em consideração a Plenisfer Investments diz que “mantém uma postura cautelosa, de espera e observação, permanecendo na extremidade inferior da nossa gama de exposição, enquanto consideramos quaisquer recuos como oportunidades para acumulação gradual”.
O estrategista adianta que “para além da volatilidade de curto prazo, acredita que o ouro continuará a servir como um ativo estrutural” nas carteiras de investimento, “graças ao seu papel como reserva de valor e instrumento de independência financeira num ambiente geopolítico cada vez mais complexo”.

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