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PJ faz buscas na Águas de Gaia por suspeitas de crimes económicos, incluindo corrupção

PJ faz buscas na Águas de Gaia por suspeitas de crimes económicos, incluindo corrupção

A Polícia Judiciária (PJ) está a efetuar hoje buscas na empresa municipal Águas de Gaia, distrito do Porto, no âmbito de um inquérito que investiga a alegada prática de crimes económicos, incluindo corrupção, indicou fonte judicial.
A mesma fonte adiantou à agência Lusa que as dezenas de buscas estendem-se a outros locais, incluindo domiciliárias, tendo sido emitidos mais de uma dezena de mandados de detenção.
Em causa nesta investigação está a celebração de contratos públicos a troco de contrapartidas financeiras, nomeadamente em obras e em aquisições de serviços, podendo configurar a prática dos crimes de corrupção ativa, passiva, abuso de poder e fraude fiscal.
A mesma fonte acrescentou que o processo “não tem a ver com políticos”, sendo os suspeitos neste inquérito, nomeadamente, diretores e funcionários da empresa Águas de Gaia e empresários.
A Lusa tentou ouvir a Câmara de Gaia mas não obteve resposta até ao momento.
Em setembro de 2025, o então presidente do Conselho de Administração da Águas de Gaia (ADGAIA), Miguel Lemos Rodrigues, que já se encontrava suspensão de funções, foi acusado pelo Ministério Público (MP) de vários crimes económicos, incluindo de corrupção, por alegada viciação das regras da contratação pública.
Além de Miguel Lemos Rodrigues, o MP acusou mais oito arguidos – três empresários e cinco pessoas coletivas – pela alegada prática de crimes de abuso de poder, de participação económica em negócio, de corrupção ativa e passiva e de tráfico de influência.
Neste processo, instaurado em 2019, está em causa a atividade de Miguel Lemos Rodrigues, enquanto presidente do Conselho de Administração da ADGAIA e a sua relação com empresas da área da comunicação e imagem, no âmbito da contratação pública.

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