Transição energética? “Indústria portuguesa não pode ficar em desvantagem com outros paises”, diz responsável da ADENE
A transição energética continua em evolução com os processos de descarbonização e a indústria portuguesa não pode perder terreno e competitividade para o resto da Europa. Para que isso não aconteça tem pela frente vários desafios, alguns dos quais foram elencados por Ana Lisboa, Técnica Superior na Direção de Indústria e Transição Energética da ADENE – Agência para a Energia, na conferência ‘Real Estate Shapers’, organizada pela Magazine Imobiliário, que decorre em Lisboa esta terça-feira, no edifício MACAM.
“As políticas publicas têm de ter atenção para não desvalorizar as nossas indústrias e dar-lhes ferramentas para que não fiquem em desvantagem competitiva com outros países”, referiu, acrescentando que falta homogeneidade nesta indústria, apesar de algumas áreas estarem a fazer o seu caminho na transição energética.
A responsável deu como exemplo as indústrias do cimento, vidro e papel como estando “na vanguarda da transição energética”, mas por outro lado, destacou que o tecido empresarial está “carregado” de Pequenas e Médias Empresas (PME’s), que por sua vez têm uma escassez humana.
“Estas PME têm falta de recurso humanos, nomeadamente, e esse é um dos grandes problemas, a falta de mão-de-obra especializada em competências de gestão, de análise propostas de investimento, tecnologia”, afirmou.
Como tal, considera ser necessário que todos estes pontos estejam conjugados para que a transição energética possa evoluir, também do ponto de vista da inovação tecnológica. “Portugal tem de perceber que indústrias é necessário criar para dar resposta à indústria existente e não estar dependente da Europa, para assim alavancar novas tecnologias”, sublinhou.
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