Amazon autoriza produção de três séries infantis feitas com inteligência artificial
A Amazon MGM Studios lançou, esta quarta-feira (27), um fundo para incentivar o uso de inteligência artificial na produção de conteúdo e aprovou os três primeiros projetos que serão beneficiados pela iniciativa. O anúncio foi feito durante a conferência anual AI on the Lot, realizada esta semana pela Amazon MGM Studios. A empresa revelou as primeiras imagens das séries animadas que lançará na sua plataforma de streaming.
O GenAI Creators’ Fund, criado pela Amazon MGM Studios e pela Amazon Web Services, oferecerá a cineastas e criadores ferramentas tecnológicas para desenvolver projetos num curto espaço de tempo.
As séries infantis “Punky Duck”, do realizador mexicano Jorge Gutiérrez; “Diana Music Hunters”, de Albie Hecht; e “Cupcake & Friends”, da BuzzFeed Studios, receberam luz verde em cerca de dois meses, algo que os seus criadores classificaram como “revolucionário”.
“Comecei a 7 de março, e já recebemos essa aprovação”, disse Gutiérrez, habituado a dedicar até dois anos a um episódio piloto. “A melhor forma que consigo descrever isto é como fazer sexo e alguém lhe entregar o bebé; é uma loucura.”
A iniciativa faz parte da direção que a empresa tem vindo a adotar em relação à inteligência artificial. Durante o AI on the Lot, o diretor do AI Studios da Amazon MGM Studios, Albert Cheng, afirmou que, longe de eliminar empregos, a implementação da tecnologia permitiria aumentar o número de produções em menos tempo e, consequentemente, as oportunidades de trabalho. Isto porque reduz custos e tempo.
Nesse sentido, o executivo afirmou que o setor deveria defender incentivos fiscais para produções assistidas por IA na Califórnia, estado que procura atrair novamente a indústria oferecendo vantagens tributárias.
“Se queremos que Los Angeles seja a Hollywood que inova, porque não começar aqui e incentivar mesmo mais investimentos em Los Angeles?”, disse.
No entanto, o executivo reconheceu que a tecnologia “é viciante” e que os criadores precisam de evitar a tentação de deixar as decisões nas mãos da IA.
“Temos de garantir que não sucumbiremos e deixaremos os nossos cérebros atrofiar, mas sim pensar criticamente sobre como queremos fazer isto”, afirmou.
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