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Carlos Moedas: “Não sou o mesmo desde a tragédia do elevador da Glória”

Carlos Moedas: “Não sou o mesmo desde a tragédia do elevador da Glória”

Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, mostrou-se confiante de que as buscas encetadas pela Polícia Judiciária esta sexta-feira, possam ajudar a perceber as causas que provocaram a queda do elevador da Glória, no início de setembro do ano passado.
A Polícia Judiciária está, esta sexta-feira, a fazer buscas relacionadas com a tragédia que aconteceu no elevador da Glória, com buscas a responsáveis da Carris e da empresa de manutenção contratada pela empresa municipal.
Em declarações ao canal “Now”, o autarca reiterou aquilo que já afirmou noutras ocasiões: “Já o disse várias vezes: este foi um drama tão grande para a cidade que eu não sou o mesmo desde a tragédia do elevador da Glória”. Carlos Moedas adiantou ainda que a Câmara Municipal não é o alvo desta investigação.

“Foi uma das maiores tragédias da cidade de Lisboa e temos que encontrar as causas para o que aconteceu. Felicito o Ministério Público por avançar. Estou muito tranquilo. Negociações são bem-vindas e são necessárias”, destacou.

Estas buscas, que decorrem esta sexta-feira, envolvem mais de vinte inspetores da PJ. O acidente com o elevador da Glória, ocorrido a 3 de setembro, causou 16 mortos e cerca de duas dezenas de feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades.
Há mais de 20 anos que a manutenção do ascensor da Glória está contratada pela Carris a um prestador de serviços. A manutenção é assegurada pela mesma empresa desde 2019, contando com um corpo de cinco trabalhadores, à data do acidente.
A investigação ao acidente do elevador da Glória, em Lisboa, detetou falhas e omissões na manutenção do ascensor, apontando também a falta de formação dos funcionários e de supervisão dos trabalhos efetuados pela empresa prestadora do serviço.

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