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Rali de Lisboa com ‘greve’ de fotógrafos em Mafra: quando os donuts ficaram sem flash!

Rali de Lisboa com ‘greve’ de fotógrafos em Mafra: quando os donuts ficaram sem flash!

“Bom dia, tudo bem? Então, não mandaste fotos da super-especial de Mafra?” Ah, a inocência desta pergunta! Mal sabia o interlocutor que estava a desenterrar uma saga digna de um enredo de Hollywood… ou, neste caso, de Mafra. Preparem-se para a história da “greve” mais peculiar do mundo dos ralis, onde os manifestantes eram fotógrafos e a reivindicação… bem, era só um bom ângulo!
Tudo começou quando a GNR, com a sua sabedoria inabalável e um olhar atento à segurança (que, sejamos honestos, é mais importante que qualquer selfie com um carro a voar), decidiu que o local escolhido pelos nossos intrépidos caçadores de imagens era mais perigoso que uma sogra zangada.
Era uma zona de travagem para a rotunda, um daqueles locais onde um milésimo de segundo de erro pode render uma foto espetacular… e uma ida ao hospital.
Os fotógrafos, com a sua alma aventureira e a lente sempre apontada ao perigo, estavam dispostos a arriscar. A GNR, no entanto, não estava para brincadeiras e, como manda a lei da física e do bom senso, a segurança venceu a objetiva. E ainda bem!
Houve quem tentasse salvar a situação, numa espécie de “Missão Impossível: O Ângulo Perdido”. Organização, GNR e fotógrafos andaram à procura de um local alternativo, mas a coisa correu tão bem como tentar cozinhar um bacalhau à brás com um isqueiro. “Mandaram-nos para trás das pessoas que já lá estavam”, queixou-se um dos “grevistas”, imaginando a cena: “Com licença, caro espetador, podia desviar-se para eu ter uma visão privilegiada dos donuts?”. A resposta, claro, foi um olhar de “nem pensar!”. Depois, a cereja no topo do bolo: “mandaram-nos para um jardim junto de um parque de estacionamento, onde não havia nada para fotografar, postes à frente e por aí fora”. Cenário digno de um filme de terror para qualquer fotógrafo!
O resultado? Sem fotos dos gloriosos donuts com o Palácio de Mafra a servir de pano de fundo. Uma tragédia para a posteridade, sem dúvida. Mas, em contrapartida, tivemos outra imagem, menos artística, mas com um simbolismo que faria chorar Camões: um grupo de fotógrafos alinhados, juntos e sob vigilância, quase como se fossem eles próprios a atração principal da noite. Uma espécie de “rali dos paparazzi” sem carros a sério!
No fim de contas, a GNR fez o seu trabalho, e fê-lo bem. É uma pena que os donuts tenham ficado sem registo, mas convenhamos: não é todos os dias que se faz história sem tirar uma única fotografia. E essa, a da “greve” dos fotógrafos, é uma foto histórica, de um grupo de bons amigos, muito bem acompanhados… por postes e uma GNR vigilante!
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