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Rali de Lisboa: José Pedro Fontes leva Lancia à estreia-se no pódio do CPR

Rali de Lisboa: José Pedro Fontes leva Lancia à estreia-se no pódio do CPR

José Pedro Fontes e Inês Ponte deram à Lancia o primeiro pódio do Ypsilon Rally2 HF Integrale no Rali de Lisboa, ao terminar no segundo lugar entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis e em terceiro da geral, depois de uma boa recuperação na segunda etapa da prova. Depois de um primeiro dia muito difícil, as coisas mudaram muito no segundo, num resultado que ganhou um peso emocional acrescido por ter sido alcançado num contexto pessoal particularmente difícil para o piloto, marcado pelo falecimento do sogro, a quem dedicou a subida ao pódio.
Recuperação decisiva no segundo dia
A prova começou de forma atribulada para a dupla da Lancia. Na sexta-feira, José Pedro Fontes revelou dificuldades em encontrar a afinação certa para o carro nos troços lisboetas, o que condicionou desde logo o ritmo competitivo. Depois de ser quarto na PEC 1, a 3,3 segundos do líder, caiu ao sétimo posto na PEC 2 e fechou o dia em sexto, já a 20 segundos do comando.
A mudança surgiu durante a assistência noturna. Com o Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale mais ajustado às características do asfalto, Fontes regressou no sábado com outro andamento e foi encurtando distâncias de forma progressiva. O quarto tempo na PEC 6 e novo registo competitivo na PEC 8 confirmaram a recuperação, consolidada depois com o segundo melhor tempo absoluto na PEC 9, a apenas 0,3 segundos do vencedor da especial.
À entrada para a Power Stage, disputada em Sintra/Almargem do Bispo, José Pedro Fontes já estava a apenas dois segundos do pódio. Na derradeira classificativa, rubricou o segundo melhor tempo, a 0,4 segundos do mais rápido, garantindo não só a subida ao terceiro lugar da geral e ao segundo posto das contas do CPR, como também três pontos extra na Power Stage, já que o vencedor da especial não pontuava para o campeonato.
Declarações com peso pessoal
No final, o piloto destacou a resposta da equipa e o valor simbólico do resultado. “Foi um fim de semana muito duro mas com um final positivo. Começámos o rali menos bem, com uma afinação errada que nos deixou muito desconfortáveis. Perdemos muito tempo e tivemos de minimizar as perdas”, afirmou.
José Pedro Fontes sublinhou depois a evolução do carro e da estrutura ao longo da prova, frisando que a equipa “fez um excelente trabalho” durante a noite, o que permitiu encontrar um ritmo mais próximo do esperado e entrar na luta pelos primeiros lugares. O piloto considerou ainda que este primeiro pódio, alcançado ao terceiro rali do projeto, representa um sinal claro do potencial do Lancia e da margem de crescimento da equipa.
A componente emocional acabou, contudo, por marcar o momento. Fontes dedicou o resultado ao sogro, lembrando a proximidade entre ambos e o apoio constante que recebeu ao longo da carreira.
Estreia promissora de Francisco Fontes
O Rali de Lisboa ficou também marcado pela estreia encorajadora de Francisco Fontes no Campeonato de Portugal de Ralis, integrado na FPAK Junior Team. O jovem piloto entrou com velocidade imediata, assinando o segundo melhor tempo tanto na PEC 1 como na PEC 2, o que o colocava entre os mais rápidos da prova.
A prestação terminou, porém, antes do final da primeira etapa, na sequência de um acidente. Apesar do abandono, Francisco Fontes considerou que os tempos alcançados até esse momento deixam sinais positivos para o futuro, numa participação igualmente marcada por um contexto familiar doloroso, após a morte do avô na véspera da prova.
FOTO AIFA
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