Fullvenue ambiciona captar três milhões
A startup portuguesa Fullvenue quer financiar-se, no mínimo, em três milhões de euros numa nova ronda de investimento em setembro. Ao Jornal Económico (JE), Tiago Costa Rocha, CEO da Fullvenue, refere que este financiamento vai ser para a “expansão da startup”.
Nascida para utilizar inteligência artificial (IA) para analisar dados e direcionar publicidade de eventos, desportivos e de entretenimento, a um público mais direto, a startup de ADN português rapidamente entrou nos mercados internacionais. Começou a trabalhar com seleções nacionais de países europeus. Focada no objetivo de reduzir os gastos das empresas com publicidade.
“O que nós fazemos nessas organizações é, em primeiro lugar, aumentar o número de venda de bilhetes para os jogos através de marketing direcionado”, explica Tiago Costa Rocha.
O CEO refere que a startup conseguiu entrar em alguns aceleradores, o que lhe permitiu chegar a vários mercados internacionais. “Tivemos oportunidade de falar com alguns potenciais clientes e nesse momento foi claro que o produto tinha tração”, declara, sublinhando que “em Portugal não estava a ser fácil”.
Numa primeira fase, a startup operava um modelo de “consultoria”, mas no ano passado lançou uma plataforma, a Clustie, para se conectar com o canal de marketing e gerar audiências para uma marca que tenha uma loja na plataforma Shopify.
Para utilizar a Clustie, os retalhistas apenas têm de a descarregar, instalar e utilizar. A Fullvenue assegura uma equipa de suporte ao cliente, pois entende que é importante falar com os clientes. Atualmente, a startup concede acesso gratuito a esta plataforma durante 30 dias, “o cliente pode provar aquilo que nos propomos fazer e tomar a sua decisão de avançar ou não”, explica Tiago Costa Rocha.
Segundo o CEO da FULLVENUE, a taxa de empresas que depois do free trial passam para o acesso pago está nos 80%. Em pouco mais de seis meses a plataforma conta com cerca de 50 lojas ativas, sendo o objetivo chegar às 300 no final deste ano. Já a nível de faturação, o CEO tem a ambição de atingir um milhão de euros este ano.
O alcance geográfico da startup é bastante amplo, mas agora está em cima da mesa a expansão física, com dois mercados em vista, Espanha e Estados Unidos.
“Estamos a estudar muito bem como trabalhar esta expansão sem nos perdermos”, afirma.
Para esta expansão, a startup ambiciona obter um financiamento entre os “três e os cinco milhões de euros” na ronda de investimento em que vai participar em setembro. “A nível de métricas de produto, estamos a fazer um caminho inacreditável, e queremos fazer isto chegar a setembro”, diz.
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