WRC, Rali do Japão/PEC 15-19: Elfyn Evans muito perto de vencer
À entrada da Power Stage, Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) lidera com 13.3s de avanço para Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) com Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) a fechar o pódio a 38.2s do seu colega de equipa
Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) é quarto na frente de três Hyundai, os de Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) eThierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) e Hayden Paddon (Hyundai i20 N Rally1).
A fechar o pelotão de Rally1, Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) com Joshua McErlean (Ford Puma Rally1) atrás dos dois melhores do WRC2, Nikolay Gryazin (Lancia) e Alejandro Chacon (Toyota).
Antes da Power Stage, Oliver Solberg venceu a SS19, Elfyn Evans segurou a dianteira da geral e entrou para o derradeiro troço com 13,3 segundos sobre Sébastien Ogier, enquanto na WRC2 Alejandro Cachón relançou a luta pela vitória e ficou a apenas 2,8 segundos de Nikolay Gryazin para a última especial. Também foi uma manhã em que Katsuta ‘apertou’ Pajari na luta pelo pódio, os Hyundai geriram pneus e afinações para o derradeiro ataque, e vários pilotos voltaram a queixar-se de subviragem, falta de aderência e equilíbrio instável.
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O domingo arrancou com Oliver Solberg na estrada primeiro para a SS15 e a impor desde logo a referência em 11:52.4, apesar de admitir que a sensação no carro não era fantástica. Atrás dele, Josh McErlean sofreu para acompanhar o ritmo, Jon Armstrong foi claramente mais eficaz dentro da M-Sport, Hayden Paddon revelou que a alteração de setup não funcionara, e Thierry Neuville voltou a sentir que, quando a aderência caía, o carro deixava de responder. Adrien Fourmaux foi o melhor Hyundai nesse momento, Takamoto Katsuta colocou-se em segundo a 2.5 segundos, Sami Pajari perdeu 5.9 para o japonês na luta pelo terceiro lugar, Ogier cedeu tempo no setor final cada vez mais sujo, e Evans, forte na fase intermédia, fechou a 2.1 segundos de Solberg para aumentar a vantagem sobre Ogier para 20.4 segundos.
Na SS16, Solberg voltou a abrir com 8:41.0, mas confessou uma passagem pouco limpa. McErlean continuou a lutar com um carro que não virava, Armstrong relatou travagem instável, Paddon descreveu falta total de aderência e Neuville foi ainda mais duro, chamando o Hyundai de “indomável”. Fourmaux extraiu o máximo com uma especial arrumada, mas foi Katsuta quem incendiou a classificativa com 8:40.8, novo tempo de referência por apenas duas décimas sobre Solberg. Pajari respondeu com prudência para proteger o pódio, Ogier ficou a uma décima de Katsuta e Evans, demasiado conservador, terminou apenas quinto a 2.7 segundos, vendo a vantagem global baixar para 17.8 segundos.
As duas passagens pela Kuragaike Super Special mantiveram a tendência. Na SS17, Solberg marcou a primeira referência com 1:56.2; McErlean e Armstrong voltaram a debater-se com o carro, Paddon assumiu que a afinação da manhã seguira o caminho errado, Neuville e Fourmaux igualaram tempos, Katsuta empatou com Solberg, Pajari ficou a duas décimas, Ogier bateu todos com 1:55.8 e Evans perdeu 1.2 segundos para ver a diferença cair para 16.6. Na SS18, Solberg melhorou para 1:55.2, Katsuta tocou num corretor e danificou a jante mas igualou o tempo de Pajari em 1:56.0, Ogier voltou a ser o mais rápido com 1:54.5 e Evans cedeu mais 1.1, fechando a manhã com apenas 15.5 segundos de margem na geral.
Na SS19, Solberg fechou a penúltima especial em 11:45.0 e voltou a bater todos, mesmo com mais subviragem e piores condições do que na primeira passagem. McErlean queixou-se de gravilha espalhada na floresta, Armstrong falou de um ritmo razoável mas difícil de medir no asfalto mais liso, e os Hyundai praticamente levantaram o pé: Paddon e Neuville passaram a pensar só na Power Stage, enquanto Fourmaux se limitou a gerir. Katsuta ainda ameaçou com 11:49.4, a 4.4 segundos, Pajari controlou sem arriscar, Ogier foi terceiro em 11:50.6 e voltou a culpar pneus que degradavam depressa, e Evans, com 11:52.8, perdeu 2.2 para o compatriota francês. Assim, o líder do rali chegou à última especial com 13.3 segundos de vantagem sobre Ogier. Na WRC2, Gryazin passou primeiro com subviragem e falta de frente, Cachón respondeu com 12:24.9, ganhou 2.9 segundos e deixou tudo em aberto, enquanto Yuki Yamamoto manteve-se seguro rumo a um possível primeiro pódio da categoria.
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