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Anthropic ultrapassa OpenAI e torna-se segunda não cotada mais valiosa do mundo

Anthropic ultrapassa OpenAI e torna-se segunda não cotada mais valiosa do mundo

Com uma nova ronda de financiamento (série H) a Anthropic, que detém o Claude, ultrapassou a OpenAI (detentora do ChatGPT) passando a ser a segunda não cotada mais valiosa do mundo, ficando atrás da SpaceX.
A ronda de financiamento, na qual angariou 65 mil milhões de dólares (55,7 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), elevou a avaliação da Anthropic para os 965 mil milhões de dólares (827,9 mil milhões de euros) passando os 852 mil milhões de dólares (731 mil milhões de dólares) da OpenAI.
Esta ronda de financiamento foi liderada pela Altimeter Capital, Drogonner, Greenoaks, e a Sequoia Capital. Na coliderança esteviram: Capital Group, Coatue, D1 Capital Partners, GIC, ICONIQ e XN. Os investidores significativos foram: AMP PBC, Baillie Gifford, Blackstone, Brookfield, D.E. Shaw Ventures, DST Global, Fidelity Management & Research Company, General Catalyst, Insight Partners, Jane Street, Lightspeed Venture Partners, MGX, NTTVC, NX1 Capital, Situational Awareness LP, T. Rowe Price Associates, Inc., T. Rowe Price Investment Management, Inc. e Temasek.
Na ronda de financiamento estão incluídos também os 15 mil milhões de dólares (12,8 mil milhões de euros) em investimentos previamente comprometidos de hiperescaladores, incluindo cinco mil milhões de dólares (4,2 mil milhões de euros) da Amazon.
A lista de empresas não cotadas mais valiosas do mundo continua a ser liderada pela SpaceX com um valor de 1,7 triliões de dólares (1,4 biliões de euros). A empresa liderada por Elon Musk deve entrar em bolsa a 12 de junho esperando-se que seja a maior estreia de sempre. A expetativa é que sejam levantados 80 mil milhões de dólares (68,8 mil milhões de euros) superando os 25,5 mil milhões de dólares (21,9 mil milhões de euros) da Saudi Aramco em 2019.
A Anthropic e a OpenAI apontam também para que a sua estreia na bolsa acontece este ano.
No caso da Anthropic aponta para que isso aconteça em outubro no seu cenário mais otimista, e já foi reportado que a OpenAI estaria em vias de entregar a documentação, de forma confidencial, para entrar em bolsa esta semana, como avançado, pela CNBC.
“O Claude está a tornar-se cada vez mais indispensável para a nossa crescente comunidade global de clientes, e trabalhamos incansavelmente para tornar ferramentas como o Claude Code e o Cowork mais úteis, mais poderosas e mais adaptáveis ​​às suas necessidades. Este financiamento vai ajudar-nos a satisfazer a procura histórica que estamos a viver, a permanecer na vanguarda da investigação e a levar o Claude a mais lugares onde o trabalho acontece”, disse o diretor financeiro da Anthropic, Krishna Rao.
O fundador e CEO da Altimeter Capital, Brad Gerstner, considerou que os mais recentes avanços do Claude “impulsionaram a adoção em larga escala” entre as organizações mais exigentes do mundo. “Este impulso posiciona a Anthropic para liderar a próxima fase da inovação em inteligência artificial (IA) e aproveitar a enorme oportunidade que temos pela frente”, adiantou.
“A Dragoneer tem uma longa parceria com empresas que desenvolvem a tecnologia que irá moldar o nosso futuro. A Anthropic está a ajudar a impulsionar esse futuro, uma vez que a inteligência se torna um ingrediente cada vez mais crítico para a forma como as empresas operam e como os seus produtos se apresentam ao mundo. O progresso tecnológico a que assistimos agora é impressionante. E acreditamos que ainda estamos na fase inicial tanto do desenvolvimento como da comercialização desta tecnologia”, disse o managing partner da Dragoneer, Marc Stad.
O fundador e managing partner da Greenoaks, Neil Mehta, considerou que a Anthropic “construiu uma organização na qual os melhores investigadores e engenheiros do mundo operam com uma clareza de propósito incomparável, porque acreditam que este é o trabalho mais importante que alguma vez irão realizar. Raramente a cultura, a missão e o ímpeto comercial de uma empresa se reforçaram de forma tão completa. Temos a honra de aprofundar a nossa parceria”.
Já o sócio da Sequoia Capital, Alfred Lin, referiu que as startups e as empresas da lista Global 5000 “estão a implementar o Claude para lidar com fluxos de trabalho complexos e, ao fazê-lo, o Claude está a aprender como as empresas realmente operam: o contexto, os processos, o julgamento. A Anthropic está a construir a ponte entre onde a IA empresarial está hoje e para onde está a caminhar”.
A Anthropic, após concluída a ronda H, salientou que empresas globais de diversos setores “estão a implementar” o Claude nas suas operações principais, e um “número crescente” de pessoas em todo o mundo utiliza-o no seu trabalho diário. “Desde a nossa Série G em fevereiro, a adoção continuou a crescer entre os nossos clientes empresariais globais, e a nossa receita anualizada ultrapassou os 47 mil milhões de dólares (40,3 mil milhões de euros) no início deste mês. Espera-se que este último financiamento impulsione a nossa investigação em segurança e interpretabilidade, expanda a capacidade computacional para satisfazer a crescente procura do Claude e amplie os produtos e parcerias dos quais os nossos clientes dependem”, referiu a não cotada.
“Juntamente com eles estão parceiros estratégicos de infraestrutura — Micron, Samsung e SK Hynix [empresas que recentemente se juntaram às cotadas que estão no clube dos trilionários] — cujas tecnologias desempenham um papel crucial no fornecimento mundial de chips de memória, armazenamento e lógica. À medida que a procura por Claude continua a crescer, estas relações ajudar-nos-ão a escalar a nossa capacidade computacional de forma fiável, ao ritmo que os nossos clientes necessitam”, adiantou a empresa.
A Anthropic disse ainda que “expandiu significativamente” a sua capacidade computacional nas últimas semanas. “Assinámos contratos com a Amazon para até cinco gigawatts de nova capacidade, com a Google e a Broadcom para cinco gigawatts de capacidade TPU de última geração e com a SpaceX para acesso à capacidade GPU nos centros de dados Colossus 1 e Colossus 2. Claude é o primeiro modelo de fronteira disponível nas três maiores plataformas de cloud do mundo: Amazon Web Services (AWS), Google Cloud e Microsoft Azure. A AWS continua a ser o nosso principal fornecedor de nuvem e parceiro de formação. Estamos gratos pelo apoio dos nossos investidores e parceiros, à medida que continuamos a desenvolver o Claude para pessoas e organizações de todo o mundo”, sublinhou.

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