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F1: Novo método de medição da taxa de compressão pode afetar a Mercedes?

F1: Novo método de medição da taxa de compressão pode afetar a Mercedes?

Uma alteração ao método de medição da taxa de compressão dos motores entra hoje em vigor e poderá afetar o domínio da Mercedes, que venceu os cinco Grandes Prémios de 2026 até agora. A FIA pretende assim fechar a alegada brecha regulamentar que poderá ter dado à equipa alemã uma vantagem na unidade motriz.
Nesta fase da época, a Mercedes apresenta um arranque esmagador: cinco vitórias em cinco corridas, com Kimi Antonelli a somar quatro triunfos consecutivos e a liderar o campeonato com 43 pontos de vantagem sobre George Russell, vencedor da prova de abertura na Austrália. No Mundial de Construtores, a equipa de Brackley dispõe de 72 pontos de margem sobre a Ferrari, enquanto a McLaren, bicampeã em título, está já a 113 pontos.
A dúvida surge no que poderá acontecer daqui para a frente. A FIA passa agora a controlar o limite máximo da taxa de compressão, fixado em 16:1 para 2026. Em contexto de pré-época, surgiram informações de que a Mercedes teria encontrado uma solução técnica para operar, em condições reais de utilização, com um valor efetivo próximo de 18:1, mantendo ainda assim o motor dentro do limite nos testes efetuados a frio, à temperatura ambiente. Perante as queixas dos restantes fabricantes, a FIA decidiu alterar o procedimento: em vez de verificar apenas a taxa de compressão com o motor frio, passa a medi-la também com o motor a cerca de 130 graus, ou seja, em condições próximas das de funcionamento em pista.
Até aqui, o controlo era feito apenas em ambiente de boxes, o que deixava espaço para soluções baseadas em materiais e geometrias que se comportassem de forma diferente quando o motor estava em plena carga e alta temperatura. Com o novo teste, qualquer benefício que resulte de a taxa de compressão subir acima de 16:1 em funcionamento deverá ser detetado. A mudança estava inicialmente prevista para agosto, mas foi antecipada para 1 de junho, o que significa que já estará em vigor no Grande Prémio do Mónaco.
Do ponto de vista competitivo, a grande questão é se a Mercedes terá de alterar significativamente a calibração ou o desenho interno do motor para se manter dentro da nova forma de medição. Caso essa adaptação implique perda de potência ou eficiência térmica, a vantagem que a equipa mostrou nas primeiras corridas poderá reduzir-se. Ainda assim, mesmo com um eventual recuo de alguns décimos por volta, a combinação de um chassis competitivo, consistência operacional e a almofada de pontos já construída coloca a Mercedes numa posição ainda forte no imediato.
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