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Lisboa segue no vermelho e petróleo sobe mais de 3% com ataques dos EUA ao Irão

Lisboa segue no vermelho e petróleo sobe mais de 3% com ataques dos EUA ao Irão

A Bolsa de Lisboa segue a meio da sessão com uma desvalorização de 0,06% para os 9.071,41 pontos. As principais bolsas europeias estão em terreno misto, recuperando parte das perdas do início do dia. Mas os índices europeus estão a ser condicionados pelos ataques norte-americanos, ao Irão, ocorridos no fim-de-semana. O petróleo continua a subir mais de 3% esta segunda-feira.
As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para a Ibersol que cai 1,02% para os 11,68 euros, seguida pela Corticeira Amorim que quebra 0,92% para os 6,48 euros, e a Sonae que desce 0,73% para os 1,89 euros.
No vermelho está ainda a Semapa, a NOS, os CTT, a Jerónimo Martins, e a Teixeira Duarte.
A negociar no verde está o Banco Comercial Português (BCP) que sobe 1,39% para os 0,95 euros, seguida pela EDP Renováveis que avança 1,34% para os 14,36 euros, e a Galp Energia valoriza 1,13% para os 18,84 euros.

No verde está ainda a EDP, a Mota-Engil, a Navigator, e a Altri.
Europa negoceia mista recuperando das perdas do início da sessão
Os principais índices europeus estão a negociar em terreno misto recuperando das perdas do início do dia. Ataques dos Estados Unidos, ao Irão, no fim-de-semana, estão a condicionar o desempenho das bolsas europeias. O DAX (Alemanha) sobe 0,38% para os 25.209,14 pontos, o CAC 40 (França) valoriza 0,12% para os 8.193,07 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) quebra 0,20% para os 10.388,35 pontos.
O AEX (Países Baixos) quebra 0,41% para os 1.030,73 pontos, o IBEX 35 (Espanha) desce 0,13% para os 18.343,63 pontos, e o FTSE MIB (Itália) avança 0,11% para os 50.089,50 pontos.
“As principais praças europeias vão oscilando entre o verde e o vermelho ao longo da manhã desta segunda-feira, perante o ambiente que se vive no Médio Oriente, onde os Estados Unidos voltaram a lançar ataques no último fim de semana, visando sistemas de radares e controlo de drones, numa altura em que as negociações para a paz permanecem num impasse. Os preços do petróleo voltam a subir. A atenuar o sentimento está a indicação de que a atividade na indústria da China e da Zona Euro terá registado um abrandamento mais ligeiro que o temido no ritmo de expansão em maio. No plano macroeconómico, o governador do Banco de França afirmou que a instituição irá reduzir as suas projeções de crescimento ainda este mês, após um início de ano dececionante à medida que as tensões no Irão se arrastam, um movimento que segue a Alemanha, que também já cortou as suas perspetivas. No seio empresarial, a easyJet dispara em reação a uma abordagem da Castlelake. Já a Wise tomba após notícias de que as autoridades belgas estão a investigar suspeitas de que as contas da empresa tenham sido utilizadas para lavagem de dinheiro. Em solo luso, o PSI [índice bolsista português] segue sem grandes variações, com o BCP a refletir destacamento de dividendo”, diz a research do Millennium.
O petróleo está a ser negociado em alta com o brent a subir 3,31% para os 94,14 dólares e o crude valoriza 3,81% para os 90,69 dólares.
O euro está a cair 0,10%, face ao dólar, para os 1,16494 dólares e o euro está a quebrar 0,16%, face à libra, para as 0,8654 libras.
Estados Unidos confirmam ataques ao Irão
Os Estados Unidos anunciaram que realizaram ataques durante o fim de semana no sul do Irão, visando sistemas de radar e controlo de drones, apesar do cessar-fogo em vigor entre os dois países.
Esta onda de ataques norte-americanos, a terceira em pouco mais de uma semana, teve como alvo a cidade de Goruk e a ilha de Qeshm, perto do estreito de Ormuz, informou o Comando Central do exército dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), no domingo, na rede social X.
As operações foram realizadas “no sábado e no domingo em resposta a ações agressivas do Irão, incluindo o abate de um drone MQ-1 norte-americano que operava em águas internacionais”, acrescentou o Centcom, numa altura em que as negociações entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra, iniciada em 28 de fevereiro, se mantêm estagnadas.
“Os caças norte-americanas responderam rapidamente, eliminando as defesas aéreas iranianas, uma estação de controlo terrestre e dois drones de ataque unidirecionais que representavam uma clara ameaça para as embarcações que transitavam pelas águas regionais”, acrescentou o comando.
Nenhum militar norte-americano ficou ferido, segundo o Centcom, que acrescentou que “continuará a proteger os ativos e interesses dos EUA em resposta à agressão injustificada do Irão durante o atual cessar-fogo”.
A Guarda Revolucionária do Irão, num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal IRNA, afirmou hoje que as forças norte-americanas visaram uma torre de telecomunicações numa ilha de Sirik, na província de Hormozgan.
A força paramilitar disse que respondeu com um ataque contra a base utilizada pelos militares norte-americanos para realizar esta ofensiva contra o território iraniano.
O comunicado não especificou a localização da base norte-americana, mas garantiu que “os alvos pretendidos foram destruídos”.
A Guarda alertou que “se o ataque se repetir, a resposta será completamente diferente” e que “a responsabilidade recairá sobre o regime agressivo dos EUA”.
Também hoje, o Kuwait afirmou na rede social X que as defesas aéreas abriram fogo durante a madrugada para intercetar disparos de drones e mísseis.
O Estado-Maior do Exército do Kuwait disse que os sistemas de defesa estão a intercetar “ataques inimigos”, sem especificar qual a zona do país afetada.
As forças armadas disseram que “quaisquer sons de explosão que possam ser ouvidos são resultado da interceção” e exortaram a população a seguir “as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes”.

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