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Pedro Silva e o Rali de Lisboa: Duras críticas à logística e ao modelo da FPAK

Pedro Silva e o Rali de Lisboa: Duras críticas à logística e ao modelo da FPAK

Pedro Silva e o navegador Valter Cardoso asseguraram uma importante colheita de 14 pontos no Rali de Lisboa, a jornada que antecede o muito aguardado Rally de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão. Após os contratempos mecânicos sofridos na ronda anterior, a dupla cumpriu o objetivo primordial de recuperar terreno na tabela classificativa.
Navegado por Valter Cardoso, o piloto das Terras de Oiro somou 14 importantes pontos no Rali de Lisboa, mas não poupou críticas à organização do evento e ao formato regulamentar da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK).
Voltando à parte desportiva, para o embaixador da Beira Baixa, a necessidade de dar uma resposta imediata era evidente após o desfecho da última prova, tendo o piloto afirmado o seguinte: “Na Aboboreira tínhamos um P4 muito importante, mas a avaria atirou nos para P8, sabíamos que tínhamos que reagir e pontuar e foi isso que fizemos. Lutamos muito pelo pódio, mas não conseguimos”.
Desafios técnicos no asfaltoApesar do saldo pontual positivo para as contas do campeonato, as características das classificativas desenhadas na região de Lisboa estiveram longe de agradar ao piloto. As condições do asfalto exigiram níveis de cautela acrescidos e limitaram a confiança ao volante. Ao analisar o desempenho e as dificuldades sentidas ao longo das especiais cronometradas, Pedro Silva sublinhou o perfil adverso do traçado: “Um rali que não foi de meu agrado, com troços extremamente rápidos e com piso polido, pouco aderência e zonas sujas, tornando-se perigosas.”
Duras críticas à logística e ao modelo da FPAKO descontentamento do piloto estendeu-se à vertente regulamentar e organizativa. Em causa está a decisão federativa de permitir que os concorrentes da categoria Rally2 escolham em qual das provas — Lisboa ou Castelo Branco — pretendem pontuar para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) Absoluto.
Questionado sobre o impacto desta medida e sobre a estrutura logística do evento, Pedro Silva manifestou a sua discordância de forma categórica: “Não posso deixar de expressar o meu desagrado pela FPAK colocar à escolha a pontuação dos Rally2 entre Castelo Branco e Lisboa.É só a minha opinião, mas comparar o melhor Rali do CPR (Castelo Branco e Vila Velha de Ródão) ao Rali de Lisboa é fazer mal aos dois ralis.Fazer um parque de assistência numa vila que teve muito pouco público, parques fechados em Mafra a cerca de 20 min do parque de assistência, ir passar no palanque de arranque do rali a 60 km de distância no meio do trânsito de Lisboa, horários em que mal podíamos dormir, rali a terminar às 15h de sábado quando os parceiros, famílias e amigos gostam de ver o rali durante o fim de semana, e por fim, fazer mais umas dezenas de quilómetros para chegar até a Marina de Cascais onde já não conta para a classificação, mas lá tivemos que ir atrapalhar as pessoas e elas a nós.De facto, deve ser muito bem pensado, porque nem o público nos troços foi significativo (exceto Almargem do Bispo), nem o nome do rali deveria ser Rali de Lisboa, uma vez que não acontece em Lisboa, pareceu-me mais o Rali do Oeste.”
Operação Castelo Branco em marcha com o Lancia YpsilonConcluída a primeira experiência em asfalto da temporada, a estrutura da Vision Motorsport já se encontra em pleno trabalho de preparação. O foco está agora totalmente centrado no Rally de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, a emblemática prova caseira de Pedro Silva. A equipa ambiciona extrair o máximo potencial do Lancia Ypsilon Rally4 HF e alcançar um resultado de relevo nas estradas da Beira Baixa, num evento que vai para a estrada já nos próximos dias 19 e 20 de junho.
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