Rali de Lisboa no Top 7 dos mais equilibrados de sempre do CPR
Pedro Almeida e António Costa (Toyota GR Yaris Rally2) conquistaram uma vitória histórica no Rali de Lisboa, a terceira ronda da temporada de 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).
A decisão do Campeonato de Portugal de Ralis de 2025, o Rallye Vidreiro Centro de Portugal 2025, ficou-se pelos 0,8s entre Dani Sordo e Kris Meeke, e no regresso do asfalto ao CPR, as margens continuam curtas.
Desta feita, no Rali de Lisboa, Pedro Almeida e Rúben Rodrigues levaram a decisão até aos metros finais da prova, com o açoriano a entrar com 2,6s de desvantagem em relação à frente e a não conseguir recuperar, terminando o rali a 1,0s depois de uma grande luta nos 11,14 Km de Almargem do Bispo, a Power Stage do evento.
Como se percebe, este rali não foi apenas mais um, já que entrou diretamente para o livro de ouro do CPR. É preciso nervos de aço para lutar com a máquina, os elementos, a pressão; não há como fugir ao desgaste psicológico de correr à décima de segundo. Um deslize, um ‘piãozinho’, uma travagem falhada por um metro pode significar perder um rali.
O Rali de Lisboa 2026 entra diretamente para o 7º lugar da lista histórica, com uma diferença exata de 1,0s entre Pedro Almeida e Rúben Rodrigues. Esta diferença de 1,0s empata com o Rali Estrela e Vigorosa 1992 (5º) e o Rali Vinho Madeira 2016 (6º). Como o Rali de Lisboa 2026 foi o último, fica posicionado em 7º lugar absoluto, ou 5º ex aequo, se preferir.
O Pódio Histórico do CPRO Rali Cidade de Guimarães de 2014, no qual 0,3s separaram Pedro Meireles de Ricardo Moura, continua a ser a prova com menor diferença entre primeiro e segundo. Segue-se o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão de 2025, a segunda prova com menor diferença, depois de Dani Sordo ter batido Kris Meeke por 0,5s. Há uns anos, o Rallye Vidreiro Centro de Portugal Marinha Grande de 2019 viu José Pedro Fontes bater Ricardo Teodósio por 0,6s, e agora o Rali de Lisboa 2026 fixa-se no 7.º posto da história, ou quinto ex aequo, pois é exatamente a mesma diferença que separou Fernando Peres e Jorge Bica no Rali Estrela e Vigorosa 1992, e José Pedro Fontes e Alexandre Camacho no Rali Vinho Madeira 2016. Agora foi a vez de Pedro Almeida e Rúben Rodrigues se juntarem com uma margem de 1,0s.
A era da paridade técnicaA análise da tabela dos 30 ralis mais equilibrados revela uma tendência clara: o esmagador domínio da era moderna (veículos das categorias R5 e Rally2). Dos 10 ralis mais ‘apertados’ de sempre, nove foram disputados a partir de 2014. No top 5 estão duas provas do ano transato, 2025. No passado (anos 80 e 90), os ralis eram provas de endurance, com quilometragens extensas onde as diferenças se mediam em minutos.
Hoje, a regulamentação estrita da FIA para a categoria Rally2 (RC2) nivela muito mais a performance mecânica entre marcas (Toyota, Skoda, Citroën, Lancia, Hyundai). Com suspensões, transmissões e restritores de turbo altamente equivalentes, a diferença faz-se exclusivamente no ‘fine tuning’, na gestão de pneus e na pilotagem ao milésimo. Os pilotos fazem muito mais a diferença e daí ser muito maior o equilíbrio. O CPR transformou-se num ‘sprint’ onde qualquer erro de décimos de segundo pode deitar por terra o trabalho de um fim de semana.”
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