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Escolas fechadas, transportes parados e hospitais condicionados. Greve geral com “forte” adesão

Escolas fechadas, transportes parados e hospitais condicionados. Greve geral com “forte” adesão

A greve geral desta quarta-feira está a causar constrangimentos em vários setores de atividade, desde saúde, a transportes, educação e administração pública.
Segundo apurámos, estes setores têm registado elevados níveis de adesão na greve convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN) em protesto contra o pacote de alterações à legislação laboral.
No aeroporto de Lisboa, já foram cancelados dezenas de voos, tendo quase 200 voos sido cancelados no Porto, Faro e Lisboa. Na ligação de barco entre Lisboa e Cacilhas a greve sente-se a 100%.
Na área da saúde, a vice-presidente da FNAM, Joana Bordalo e Sá, refere que também tem existido uma grande adesão à greve, com o hospital de São João, no Porto, a ter cancelado “100% das cirurgias programas”. Joana Bordalo Sá afirmou que neste hospital “parece que é domingo”.
Apesar do caos esperado pela adesão à greve, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, garantiu na Assembleia da República que o INEM iria ter serviços mínimos.
No setor da educação, Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, referiu que esta greve está a ter uma maior adesão do que a realizada em dezembro. “Temos muitos professores em todo o país a aderir à greve geral”, afirmou.
A Câmara de Lisboa também foi afetada pela greve, tendo a reunião agendada para esta manhã não se realizado devido à falta de pessoal. O serviço de finanças da Mercês, em Sintra, encontra-se fechado.
Durante esta manhã o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que esta greve teria uma adesão muito expressiva. Em entrevista à Antena 1 o secretário-geral declarou que “sabemos o Governo que temos, sabemos quem ao longo tem defendido este pacote laboral e a quem este pacote laboral serve”.

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