Europa fecha em alta e PSI contraria com uma queda de 0,88% com energia a penalizar
O PSI contrariou o sentimento europeu e encerrou em queda, arrastado por correções mais expressivas de EDPR,EDP , NOS e Galp.
O índice da bolsa de Lisboa fechou a cair -0,88% para 8.919,68 pontos arrastado pelas quedas da EDP Renováveis (-2,89% para 14,12 euros); da EDP (-2,02% para 4,369 euros); da Galp (-1,16% para 19,13 euros); e da NOS (-1,89% para 4,994 euros).
Entre as seis cotadas que fecharam em alta, o destaque vai para as construtoras. A Teixeira Duarte valorizou +1,72% fechando nos 0,4130 euros e a Mota-Engil avançou +1,65% para 4,564 euros.
Os CTT subiram +0,85% para 5,96 euros; a Sonae subiu +0,21% para 1,8740 euros; o BCP avançou +0,22% para 0,9298 euros; e a Altri ganhou +0,20% para euros.
“A globalidade das bolsas europeias encerrou em alta, num dia em que se vai sentindo uma rotação de ativos em Wall Street, onde o setor Tecnológico reage em baixa às projeções da Broadcom, que afetam o sentimento em torno da IA, mas o capital se dispersa por outros setores, gerando entusiasmo no Dow Jones e ganhos no S&P 500. A conferir tranquilidade aos investidores estão notas de que Israel e o Líbano concordaram com um cessar-fogo se o Hezbollah também parar de combater, uma das condições exigidas pelo Irão para um acordo com os EUA para pausar o conflito no Médio Oriente, o que faz recuar os preços do petróleo”, segundo os analistas da MTrader.
Os índices bolsistas norte-americanos estão a operar em ligeira alta, embora o Nasdaq continue em queda, com a atenção dos investidores focada na Broadcom, que divulgou os seus resultados do segundo trimestre fiscal de 2026 na noite passada. A fabricante de chips registou um lucro líquido de 9,31 mil milhões de dólares, um aumento de 88% face aos 4,965 mil milhões de dólares registados no mesmo período do ano anterior. No entanto, o mercado penalizou os resultados devido aos números de receitas decepcionantes, e as ações da empresa caíram mais de 10%.
O desempenho da Broadcom teve um impacto imediato no sentimento do mercado em relação à inteligência artificial (IA) e às ações tecnológicas, desencadeando uma onda de vendas na Ásia.
O Stoxx 600 cresceu +0,42% e o EuroStoxx 50 valorizou +0,67% para 6.093,95 pontos.
O CAC 40 avançou +0,84% para os 8.219,29 pontos; o FTSE 100 subiu +0,16% para 10.349 pontos; o DAX subiu +0,50% para 24.921 pontos; o FTSE MIB valorizou +0,17% para 50.121,43 pontos; o IBEX cresceu +38% para 18.245,6 pontos; o AEX da Holanda subiu +0,16% e o grego fechou a cair -0,52%.
No que toca ao petróleo, o Brent caiu -2,67% para 95,20 dólares; e o crude WTI nos EUA está a cair -3,13% para 93,01 dólares.
O euro sobe +0,28% para os 1,1629 dólares.
A agenda macroeconómica inclui a divulgação das vendas a retalho de abril na zona euro (que caíram 0,4%) e os pedidos semanais de subsídio de desemprego nos Estados Unidos, que aumentaram mais do que o esperado.
Os juros da dívida a 10 anos da Alemanha recua -1.32 pontos base para 3,02% e os juros da dívida portuguesa recuam -1.30 pontos base para 3,38%.
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