Mercedes antevê testes duros com arranque da fase europeia da F1
Diretor técnico James Allison alerta que a liderança do campeonato pode desaparecer face ao ritmo intenso de desenvolvimento das equipas
A Mercedes antecipa um período de enorme exigência com o início da fase europeia do Mundial de Fórmula 1, que arranca já este fim de semana com o Grande Prémio de Mónaco. Apesar de liderar ambos os campeonatos e após ter conquistado a vitória em todas as grandes provas disputadas até ao momento em 2026, a escuderia de Brackley recusa qualquer facilitismo.
O diretor técnico da equipa, James Allison, alertou para a intensidade do calendário nos meses de junho e julho, sublinhando que a vantagem competitiva dos “Flechas de Prata” poderá dissipar-se rapidamente caso o ritmo de trabalho não seja mantido: “A temporada europeia arranca no Mónaco e, depois disso, teremos um período realmente intenso de seis corridas em apenas oito semanas”, explicou Allison no vídeo de balanço partilhado pela equipa. O engenheiro sublinhou que esta sequência “irá testar toda a gente, não apenas quem viaja para as pistas, mas também todos os que estão na fábrica”.
A ameaça do desenvolvimento técnico sob novas regrasA urgência da Mercedes prende-se com a rápida evolução dos monolugares ao abrigo dos novos regulamentos. De acordo com Allison, o ritmo de desenvolvimento atual é extremamente acentuado, traduzindo-se em ganhos estimados de “cerca de um quarto de segundo por mês”.O diretor técnico utilizou uma metáfora clara para ilustrar o risco de estagnação: “Se houvesse um corte de energia aqui em Brackley e o mesmo na estrada em Brixworth durante seis semanas, toda a vantagem que conquistámos até agora desapareceria num ápice.”Por essa razão, considera vital “continuar a trazer performance para o carro neste próximo lote de seis corridas”.
Fiabilidade sob investigação após falha no CanadáAlém da pressão evolutiva, a estrutura técnica está focada em resolver os problemas de fiabilidade que afetaram George Russell no recente Grande Prémio do Canadá. O piloto britânico foi forçado a abandonar a prova devido a uma falha na bateria que resultou na paragem do motor. “Conseguimos ver o suficiente no final da corrida para perceber que a bateria estava bastante danificada, com alguns danos térmicos”, revelou Allison, prometendo uma investigação minuciosa nos próximos dias para corrigir a anomalia.Apesar do abandono de Russell, a ronda de Montreal marcou a introdução do primeiro grande pacote de atualizações da Mercedes este ano, traduzido na quarta vitória consecutiva de Kimi Antonelli. Allison classificou o fim de semana como “importante” e “forte” em termos de desempenho puro, embora tenha admitido a frustração coletiva por terem falhado com a fiabilidade no carro de Russell.
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