Petróleo desvaloriza mais de 3% com cessar-fogo entre Israel e Líbano
O petróleo está a cair mais de 3%, esta quinta-feira, com o anúncio do cessar-fogo entre Israel e Líbano, que foi confirmado na quarta-feira, através de um comunicado conjunto entre as forças norte-americanas, israelitas e libanesas.
O barril de brent desce 3,43% para os 94,46 dólares e o crude desvaloriza 3,61% para os 92,55 dólares.
O cessar-fogo foi confirmado, na quarta-feira, através de um comunicado conjunto entre Estados Unidos, Líbano e Israel, divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano.
“Os Estados Unidos (EUA) convocaram a quarta reunião trilateral de alto nível entre representantes israelitas e libaneses nos dias 2 e 3 de junho de 2026. Como resultado das negociações lideradas pelos EUA, Israel e Líbano concordaram com a implementação de um cessar-fogo. O cessar-fogo está condicionado à cessação completa dos disparos do Hezbollah e à evacuação de todos os operacionais do Hezbollah do Sector Sul de Litani”, referiu o comunicado.
“Os dois lados concordaram [Israel e Líbano], sob a orientação dos Estados Unidos, em avançar rapidamente na criação de zonas-piloto nas quais as Forças Armadas Libanesas assumirão o controlo exclusivo do território, excluindo todos os intervenientes não estatais. Estas medidas permitirão progredir no sentido de um acordo abrangente de paz e segurança”, esclareceu o Departamento de Estado norte-americano
Todos os países reafirmaram que o futuro da relação entre Israel e o Líbano “deve ser decidido” pelos dois governos soberanos. “Rejeitaram qualquer tentativa, por parte de qualquer actor estatal ou não estatal, de manter refém o futuro do Líbano”, adiantou o comunicado.
“Israel e Líbano reafirmaram que não têm intenções hostis um para com o outro e comprometeram-se a continuar as negociações directas para construir confiança, resolver todas as questões pendentes e trabalhar no sentido de um acordo abrangente entre os dois países. As delegações discutiram uma estrutura de segurança, com base nas discussões realizadas no Pentágono no dia 29 de maio, visando garantir de forma sustentável a soberania, a segurança e a integridade territorial do Líbano e de Israel. Isto inclui o desmantelamento de grupos armados não estatais e a prevenção do seu ressurgimento”, sublinhou o mesmo documento.
Todas as partes condenaram os ataques do Irão contra países da região e as actividades em curso, referindo que “minam a estabilidade” em todo o Médio Oriente, quer através do apoio a grupos armados, quer por quaisquer outros actos de agressão.
“Os Estados Unidos reiteraram o seu apoio contínuo a ambos os governos no exercício da sua soberania. Reafirmaram que qualquer acordo para cessar as hostilidades deve ser alcançado directamente entre os dois governos, com a intermediação dos Estados Unidos, e não através de qualquer via paralela. Os Estados Unidos reiteraram a sua intenção de apoiar as Forças Armadas Libanesas, com o objectivo de melhorar a sua capacidade e permitir o exercício efectivo da soberania em todo o território libanês. Salientaram a declaração do Secretário Rubio, de 2 de Junho, de que o Hezbollah não é apenas um inimigo de Israel e dos Estados Unidos, mas antes um inimigo do Líbano”, referiu o comunicado conjunto.
De acordo com o comunicado Israel reafirmou que a sua segurança e o respeito pela sua integridade territorial “só podem ser alcançados” através do desarmamento do Hezbollah e do desmantelamento das suas infraestruturas em todo o Líbano, tendo salientado a importância de “negociações diretas” sob a liderança dos Estados Unidos para resolver todas as questões pendentes e alcançar uma paz e segurança duradouras.
“O Líbano reafirmou a necessidade de respeito mútuo pelas fronteiras internacionalmente reconhecidas, a urgência da plena implementação da cessação das hostilidades, salientando os princípios da integridade territorial e da plena soberania estatal. O Líbano comprometeu-se a reforçar a capacidade das Forças Armadas Libanesas, com o apoio dos EUA, para exercer um controlo eficaz em todo o país. As duas partes concordaram em retomar as discussões políticas e de segurança na semana de 22 de junho, com vista a alcançar um acordo abrangente. Os Estados Unidos concordaram em continuar a facilitar a comunicação entre as partes entretanto”, avançou o comunicado conjunto.
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