Presidente da Roménia nomeia Eugen Tomac para primeiro-ministro
O Presidente romeno, Nicusor Dan, nomeou hoje o eurodeputado Eugen Tomac como primeiro-ministro, um mês após a destituição do liberal Ilie Bolojan devido a uma moção de censura dos seus ex-aliados sociais-democratas e também da extrema-direita.
“Uma vez que os partidos não conseguem chegar a um acordo entre si, a única solução possível é um primeiro-ministro independente dos partidos representados no Parlamento, capaz de conduzir a Roménia (…) na direção desejada pelo povo romeno”, declarou presidente romeno, citado pela AFP, precisando que “isso significa uma posição pró-ocidental” e “a manutenção da estabilidade financeira”.
Tomac vai propor “um governo técnico e não político”.
Segundo a agência EFE, o eurodeputado do Renew e assessor do Presidente também pró-europeísta Nicusor Dan terá agora de negociar apoios parlamentares que permitam reunir uma maioria que leve à sua investidura à frente de um governo técnico.
O eurodeputado do Renew – grupo político ao qual também pertence a Iniciativa Liberal, de Portugal -, e militante do Partido Movimento Popular da Roménia, uma formação política liberal sem representação parlamentar, tem agora 10 dias para formar Governo, apresentar o seu programa e conseguir 233 votos no parlamento que lhe confiram a maioria necessária para confirmar a sua investidura.
O Governo liderado por Ilie Bolojan foi destituído a 05 de maio, após a aprovação da moção de censura apresentada pelos sociais-democratas (PSD) e pela extrema-direita (AUR), com 281 votos favoráveis.
A coligação governamental pró-europeia era composta pelo PSD – a maior força parlamentar do país -, pelos liberais, pelos centristas e pelo partido minoritário húngaro da Roménia, e estava no poder desde junho do ano passado.
A crise política foi desencadeada cerca de duas semanas antes, quando o PSD abandonou a coligação governamental por discordar das medidas de austeridade de Bolojan.
Dias depois, PSD e AUR anunciaram que iriam apresentar conjuntamente uma moção de censura contra o Governo minoritário do primeiro-ministro.
Esta aliança para derrubar Bolojan foi fortemente criticada pelas forças democráticas do país, que acusam o PSD de ajudar a legitimar uma extrema-direita em crescimento.
No próprio dia em que foi aprovada a moção de censura, o presidente da Roménia, Nicusor Dan, excluiu eleições antecipadas, afirmando que haveria um novo “Governo pró-Ocidente” num “período razoável”.
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