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SNPVAC declara “sucesso inequívoco” com adesão superior a 83%.

SNPVAC declara “sucesso inequívoco” com adesão superior a 83%.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) divulgou esta quinta-feira um balanço da greve geral realizada no dia 3 de junho, classificando o protesto como um “sucesso com impacto notório” na operação das companhias aéreas com bases em Portugal.
Segundo o comunicado, a adesão à paralisação ultrapassou os 83%, um número que o sindicato considera “inquestionável”. As consequências, afirmam, são visíveis: sobrelotação de aeronaves estacionadas nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, com disrupções que se estenderão “nos próximos dias”.
Num ataque direto ao Primeiro-Ministro, o SNPVAC critica a posição do governante, que terá negado qualquer impacto da greve. “Só por distração ou populismo é possível o Primeiro-Ministro reafirmar que a Greve não teve qualquer impacto”, lê-se no texto, acrescentando que o governante deveria refletir sobre a sua “cruzada para aprovar esta proposta de um novo Pacote Laboral”.
O sindicato destacou ainda a posição de diferentes companhias. A TAP mereceu elogios pela “posição neutra”, ao cancelar todos os voos não abrangidos pelos serviços mínimos, o que o sindicato interpreta como um reconhecimento das “reais motivações” da greve. Já a conduta da Azores Airlines na gestão das tripulações afetas aos serviços mínimos, nomeadamente a substituição de elementos através de “convites e nomeações irregulares”, será comunicada à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). Quanto à easyJet, a atitude foi considerada “inadmissível”.
O sindicato alega que a easyJet substituiu tripulantes grevistas por outros de outras bases, uma “prática ilegal”, e avança com queixas à ACT, deixando o aviso: “As poupanças de hoje terão os seus custos num futuro próximo.”
O SNPVAC enalteceu ainda “a coragem de mais de uma centena de Tripulantes da Ryanair” — incluindo não associados — que, apesar de “pressões e perseguições”, aderiram à greve, forçando atrasos e a “substituição ilegal” de grevistas por tripulantes de outras bases europeias.
O sindicato termina o comunicado a exaltar a “atitude firme e inequívoca” da classe, demonstrando a sua força e a sua oposição a um Pacote Laboral que, segundo o SNPVAC, “visa atacar os seus direitos e favorece unicamente as Empresas”.
A ACT e a DGERT deverão agora pronunciar-se sobre as queixas e irregularidades denunciadas.

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