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Juro do crédito à habitação sobe para 2,86% em abril, máximo desde julho de 2025

Juro do crédito à habitação sobe para 2,86% em abril, máximo desde julho de 2025

A taxa de juro média dos novos contratos de crédito à habitação aumentou cinco pontos base em abril, para 2,86%, o nível mais elevado desde julho de 2025. A prestação mensal média do stock de empréstimos à habitação sobe há oito meses consecutivos e situou-se em 428 euros, mais três euros do que em março, segundo dados publicados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.
No conjunto das novas operações, que inclui novos contratos e renegociações, a taxa média também subiu, de 2,81% em março para 2,86% em abril. A taxa dos contratos renegociados registou um aumento mais contido, de apenas um ponto base, para 2,80%, segundo as estatísticas de taxas de juro e de montantes de novos empréstimos e depósitos bancários de empresas e particulares atualizadas para abril de 2026, publicadas hoje pelo banco central.
Quanto ao tipo de taxa contratado, a tendência para os produtos mistos mantém-se dominante. Em abril, 85% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista — com um período inicial a taxa fixa seguido de indexação a taxa variável. Nestas operações, a taxa média subiu três pontos base, para 2,74%. Nos contratos a taxa variável, o aumento foi mais pronunciado, de 14 pontos base, para 2,96%.
Segundo o BdP, no contexto europeu Portugal mantém uma posição favorável. A taxa média das novas operações de crédito à habitação na área do euro subiu oito pontos base em abril, para 3,43%, o que coloca Portugal na quarta posição mais baixa entre os países membros — a mesma que ocupava no mês anterior.
Em termos de volume, os novos contratos de empréstimos à habitação totalizaram 2.053 milhões de euros em abril, oque traduz uma queda de 203 milhões de euros face a março. As renegociações de crédito habitação também recuaram, em 131 milhões de euros. No total, as novas operações de empréstimos a particulares (todas as finalidades) somaram 3.695 milhões de euros, menos 473 milhões do que no mês anterior.
No crédito a empresas, a taxa de juro média subiu 26 pontos base em abril, para 3,79%, após um mês de março marcado por um elevado volume de empréstimos com garantia pública associados às linhas de crédito de apoio à reconstrução pós-tempestade Kristin, que tinham artificialmente comprimido a taxa média. O montante de novas operações às empresas totalizou 2.748 milhões de euros, menos 937 milhões do que em março.
No lado da poupança, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares subiu pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44% (+0,02 pontos percentuais face a março), enquanto o montante de novas operações atingiu um máximo histórico de 13.398 milhões de euros.
Na área do euro, a taxa média dos novos depósitos de particulares situou-se em 1,91%, com Portugal a apresentar a sexta taxa mais baixa.
Por outro lado, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de empresas fixou-se em 1,83% em abril, mais 0,04 pp do que no mês anterior. O montante das novas operações de depósitos totalizou 11 326 milhões de euros, menos 188 milhões do que em março. Os depósitos a prazo até 1 ano representaram 99,7% dos novos depósitos a prazo de empresas.

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