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Partners Group anuncia limites de levantamento nos seus fundos a 5%

Partners Group anuncia limites de levantamento nos seus fundos a 5%

Tal como no primeiro trimestre as gestoras de ativos voltam a estar sob pressão com os pedidos de levantamento por parte dos investidores. A Partners Group, que tem ativos sob gestão de 185 mil milhões de dólares (158,9 mil milhões de euros à taxa de câmbio), anunciou que iria impor limites em vários dos seus fundos, depois de pedidos de resgates acima do limite, no segundo trimestre. As ações já caíram mais de 10% esta semana com o anúncio. A Blackstone já fez o mesmo anúncio.
A empresa anunciou que iria suspender os resgates do fundo Global Value SICAV a 5%, depois de pedidos de levantamento pelos investidores de 9,8%.
Outro fundo, gerido pela empresa, de private equity, teve pedidos de resgates de 6% do valor total do fundo. O Partners Group confirmou que em três fundos evergreen [fundos abertos ou semilíquidos], num valor total de 9,7 mil milhões de dólares (8,3 mil milhões de euros), houve pedidos de levantamento entre 3,5% e 5%. A gestora referiu que iria impor um limite de 5% caso existissem pedidos de resgates superiores.
“Os mecanismos de liquidez visam proteger os investidores de longo prazo e garantir que os retornos continuam a ser impulsionados pela qualidade dos ativos privados subjacentes, e não pela dinâmica de fluxo de curto prazo”, disse o CEO do Partners Group, David Layton, em declarações transcritas pela CNBC.
David Layton disse ainda que as empresas que fazem parte do portefólio da Partners Group oferecem um “potencial de crescimento substancial”, e que os seus principais fundos renderam mais de cinco vezes o investimento inicial aos clientes.
A Blackstone confirmou também que iria limitar os pedidos de levantamento no seu principal fundo de crédito, o Blackstone Private Credit Fund (BCRED), com um valor estimado de 45 mil milhões de dólares (38,6 mil milhões de euros), a 5%, depois de pedidos de resgates de 10%, o equivalente a 4,5 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros), no segundo trimestre.
Gestoras enfrentam pedidos de levantamentos acima do limite no primeiro trimestre
Este é um repetir da história ocorrida no primeiro trimestre quando várias gestoras anunciaram restrições nos levantamentos nos seus fundos depois de pedidos de resgates dos investidores acima do limite dos 5%.
No primeiro trimestre ‘voaram’ de fundos de crédito 20,8 mil milhões de dólares (17,7 mil milhões de euros), avançou o Financial Times.
O Carlyle Group reportou pedidos de levantamento de 15% do seu principal fundo de crédito privado (Carlyle Tactical Private Credit Fund), que possui mais de sete mil milhões de dólares (5,9 mil milhões de euros), ficando acima do limite máximo de 5%, por trimestre, que por norma é estabelecido por este tipo de fundo.
A Ares Management confirmou que iria limitar a 5% os pedidos de resgate no seu fundo de crédito (Ares Strategic Income Fund), que está avaliado em 22,7 mil milhões de dólares (19,5 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) quando recebeu pedidos que atingiam os 11,6%, no primeiro trimestre.
A Apollo limitou também a 5% os pedidos de resgates do fundo de crédito Apollo Debt Solutions, avaliado em 25 mil milhões de dólares (21,5 mil milhões de euros), quando recebeu pedidos de levantamento, no primeiro trimestre, de 11,2%.
O principal fundo de crédito da Blackstone (BCRED) após ter tido tido pedidos de levantamento de 3,7 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros) levantou o limite de resgates de fundos de 5% para 7%. O BCRED estava avaliado em 82 mil milhões de dólares (70,7 mil milhões de euros).
A Blue Owl anunciou, em fevereiro, que iria vender 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) em ativos de três dos seus fundos de crédito de modo a poder devolver dinheiro aos investidores e também para amortizar dívida.
E a BlackRock limitou a 5% o limite de resgates de um dos seus fundos de crédito (HPS Corporate Lending Fund), após pedidos de resgates avaliados em 1,2 mil milhões de dólares (mil milhões de euros), no primeiro trimestre, o equivalente a 9,3% do total do fundo.

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