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Caravela pode ser avaliada em 150 milhões, avança a Bloomberg

Caravela pode ser avaliada em 150 milhões, avança a Bloomberg

Depois da notícia, avançada em primeira mão pelo Jornal Económico, de que o gigante alemão dos seguros, a Allianz negocia em fase avançada a aquisição da seguradora portuguesa Caravela Seguros, a Bloomberg acompanhou o negócio e avança que seguradora, com sede em Lisboa, pode ser avaliada em aproximadamente 150 milhões de euros, citando fontes.
O Jornal Económico avança esta sexta-feira que a seguradora alemã Allianz está em fase avançada de negociações com o acionista maioritário, a Toscafund Asset Management, para comprar a seguradora portuguesa Caravela, revelaram ao Jornal Económico fontes próximas do processo.
Segundo foi possível apurar, o acordo está praticamente fechado e o negócio deverá ficar concluído dentro de duas semanas.
O grupo alemão pretende comprar 100% do capital da Caravela, o que implicará que o grupo de mais de uma dezena de acionistas também venda. Entre os minoritários, para além de Luís Cervantes, presidente da Caravela, as maiores participações acionistas são do empresário Mário Ferreira e das famílias Violas e Quintas.
A Toscafund, com sede em Londres, detém uma participação de 48% na Caravela e contratou o Mediobanca para assessorar na venda dessa fatia, conforme noticiado pela Bloomberg News em 19 de janeiro. Os restantes acionistas, um grupo de mais de 20 investidores, também planeiam vender suas participações na seguradora liderada por Luís Cervantes.
O Eco, por sua vez, refere que a concretização do negócio daria à Allianz um reforço do quarto lugar entre as seguradoras em Portugal, aumentando a quota de mercado em Portugal de 1,3% para 6,8% segundo valores de 2025. Já nos ramos Não Vida, levaria o conjunto Allianz e Caravela para 11% de quota de mercado, ainda em valores de 2025 e o conjunto dos prémios a superar os 1.150 milhões de euros.
As discussões ainda estão em curso e podem não resultar em uma oferta definitiva.
Na corrida pela compra da Caravela mantém-se também a italiana Reale Mutua que, caso o acordo com a Allianz falhe, surge como potencial compradora da companhia liderada por Luís Cervantes. O CEO da companhia italiana confirmou, numa entrevista ao Corriere della Sera, o interesse na Caravela. Luca Filippone, explicou ao jornal que “os setores automóvel e de acidentes fazem de Portugal um mercado com enorme potencial”.

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